segunda-feira, 5 de maio de 2014

Qualidade aprovada

Avaliação da Anvisa feita em restaurantes, bares, lanchonetes e similares de Brasília mostra que 83,5% deles estão em condições de atender moradores e turistas que vierem à capital do país na Copa do Mundo da FIFA™


Foto: André Borges/ComCopa
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O dado é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): 83,5% dos restaurantes, bares, lanchonetes e similares de Brasília avaliados pelo órgão são seguros para o consumidor, oferecem condições sanitárias satisfatórias e atendimento adequado. No Aeroporto JK, o índice é maior ainda: 94,6%. O projeto é voltado para a Copa do Mundo da FIFA™ e busca informar tantos os moradores das cidades como os turistas sobre as condições dos estabelecimentos em que vão se alimentar. Das cidades-sedes do Mundial avaliadas, Brasília está em segundo lugar no percentual de estabelecimentos com a nota máxima.

As avaliações fazem parte do primeiro ciclo da Categorização dos Estabelecimentos de Alimentação, programa da Anvisa que classifica restaurantes, bares e similares segundo 51 critérios sanitários. O projeto inclui 11 cidades-sede da Copa 2014 e mais 13 municípios que aderiram ao projeto. As exceções são o aeroporto de Manaus, em reforma, e o município de Salvador, que não aderiu.

Todos os estabelecimentos participantes do programa (2.172 no Brasil e 231 em Brasília) receberão, ainda neste mês, selos com as notas recebidas para serem colocados em local visível. Assim, os consumidores poderão checar assim que chegar ao estabelecimento avaliação dada pela Anvisa. Os estabelecimentos foram classificados com as notas A, B, C e pendentes (confira no serviço abaixo o que significa cada uma das notas).

Transparência - Segundo o diretor de Gestão Institucional da Anvisa, Ivo Bucarescky, a Categorização é um projeto inovador que vai permitir, pela primeira vez, que os cidadãos conheçam a situação sanitária dos estabelecimentos de alimentação de suas localidades. “Para o cidadão é uma questão de transparência pode conhecer a situação de cada local”, afirma Bucarescky.

A chef e proprietária do restaurante Universal Diner, Mara Alcamim, destaca a importância da iniciativa da Anvisa. “Isso é excelente para restaurantes sérios que têm trabalho muito grande para manter a cozinha todas organizada e são raros os clientes que pedem para visitar essa parte. Com isso, nós vamos poder estampar na porta o que é refletido dentro da cozinha e ninguém vê”, justifica a chef.

Reconhecimento - Há mais de 20 anos funcionando no Setor Bancário Sul, o Bar do Calaf é um dos estabelecimentos que estão passando pela avaliação da Anvisa. “Essa medida é muito importante para que o cliente saiba quais são os locais que respeitam todas as normas sanitárias da instituição. Me sinto reconfortado de ter esse reconhecimento”, explica o proprietário Venceslau Calaf.

Em cada cidade, as autoridades locais definiram os estabelecimentos participantes do projeto piloto de acordo com critérios locais como rotas turísticas, circuitos gastronômicos, áreas de lazer, entre outros. Segundo Bucarescky o projeto piloto será avaliado no segundo semestre de 2014 para que possa ser ampliado para todo o país, se transformando em mais um legado do Mundial.

Números – Em Brasília, 24,50% dos estabelecimentos foram avaliados com a nota A, entre os maiores percentuais do país; 29,70% com a classificação B, e 29,30% receberam nota C. Ficaram com nota Pendente 16,5% das lojas avaliadas. No Aeroporto JK, o desempenho foi melhor ainda: 52,63% (nota A), 31,58% (nota B), 10,53% (nota C) e 5,26% (Pendente).

Considerando todas as cidades e os aeroportos avaliados, 20% dos estabelecimentos foram enquadrados na categoria A, 40% na categoria B e 24,4% na C. Nesse grupo, 15,6% foram categorizados como pendentes, ou seja, apresentaram um quantitativo de falhas considerado superior ao padrão mínimo desejado.

Para os estabelecimentos com avaliação "pendente", as vigilâncias sanitárias de cada localidade adotaram as medidas necessárias para cada caso. Nas situações críticas para a saúde, os estabelecimentos foram fechados. Em outras situações os problemas foram corrigidos e os estabelecimentos continuaram funcionando, mas sem receber nota. Caso sejam melhor avaliados no segundo ciclo poderão receber as notas.

O que significam as notas A, B, C e Pendente?

Nota A: estabelecimentos de melhor classificação. São aqueles serviços que cometem poucas falhas e estas, por sua vez, são de menor importância. Além disso, esses estabelecimentos cumprem itens classificatórios, ou seja, que melhor qualificam o serviço.

Nota B: estabelecimentos que cometem mais falhas do que grupo A. Essas falhas, em geral, são de baixo ou médio impacto. Caso haja falhas de alto impacto, a quantidade é muito pequena.

Nota C: estabelecimentos que apresentam maior quantidade de falhas, mas ainda no limite aceitável do ponto de vista sanitário.

Pendentes: estabelecimentos no qual a quantidade de falhas se coloca em um patamar inaceitável para a categorização. Nestes estabelecimentos, cada Vigilância Sanitária local adotou as medidas necessárias de acordo com o caso. Estas medidas vão desde correções no processo até o fechamento do estabelecimento.

Importante: Qualquer estabelecimento com notas A, B ou C é seguro para o consumidor e apresenta condição sanitária satisfatória.

Festa celeste no Mané Garrincha


Fotos: André Borges/ComCopa
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O mandante do jogo era o Atlético-PR. Mas quem se sentiu em casa no Mané Garrincha, na noite deste sábado (3/05), foi a equipe do Cruzeiro, que com o apoio datorcida celeste de Brasília venceu de virada o Furacão por 3 a 2. Mais uma prova de que o Estádio Nacional é dos torcedores de todos os times do país. Dessa vez, o show foi comandado pelos cruzeirenses brasilienses, grande maioria dos 12.093 torcedores presentes.

Para o técnico do Cruzeiro, Marcelo Oliveira, a torcida foi fundamental na virada da Raposa. “Nos sentimos em casa. O torcedor contagiou o time, empurrou, levando a equipe à vitória nesses estádio que oferece bastante conforto e tem um gramado excepcional”, destacou após a partida.


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A reação dos jogadores não foi diferente. O ponta Luan disse que o Cruzeiro parecia mandante do jogo. “Parecia que a gente estava jogando em casa, está de parabéns a torcida também”. O armador Marlone contou, após a partida, que os jogadores ficaram impressionados com a presença dos cruzeirenses no Mané Garrincha antes do jogo: “Com certeza, quando entramos para o aquecimento, já sentimos o arrepio e a vitória é mérito deles, que empurram a gente.”

Acesso – E não foi apenas dentro do estádio que a partida transcorreu em clima de harmonia e tranquilidade. Do lado de fora, o torcedor chegou com antecedência e não houve qualquer incidente no acesso às arquibancadas e nem registro de filas. Quando o apito soou no início da partida, às 18h30, os torcedores estavam devidamente acomodados em seus assentos.

Foi o caso do do mecânico de aeronaves Jonatas Eleozir, 31 anos, e da nutricionista Sônia Guimarães, 29 anos, que estiveram, pela primeira vez, no Mané Garrincha. “O acesso é muito bom, não tivemos nenhum transtorno. Saber que temos a possibilidade de ver um jogo do nosso time, sem precisar viajar, é muito bom”, elogiou o torcedor do Cruzeiro.20140503ASB 9321xjogo atletico pr e cruzeiro2

Para o secretário Extraordinário da Copa, Claudio Monteiro, a presença da torcida celeste prova que Brasília tem público para todos os times. “Isso valoriza o espetáculo e acaba permitindo que esse estádio tenha alma. Ou seja, as torcidas se façam presentes e deem vida a essa arena”, explicou.

Programa de família – Ir ao Mané Garrincha já virou um dos programas favoritos de muitas famílias do DF. O casal cruzeirense Cornélio e Cássia Araújo, 35 e 33 anos, respectivamente, quando tem oportunidade, faz questão de levar a pequena Sofia, de 2 anos, à arena brasiliense. “Já assistimos aqui a Seleção Brasileira, o Brasília, além de outros clubes grandes que não são o nosso. É um ótimo programa para fazer com a família e amigos”, definiu o torcedor.

20140503ASB 9327xjogo atletico pr e cruzeiro3Mesmo em minoria no estádio, o profissional de educação física Fabiano Follador, 42 anos, não teve dúvidas quando soube que o Atlético Paranaense jogaria na cidade: tinha que prestigiar o Furacão, na companhia dos filhos, os gêmeos Theo e Lucca, de seis anos, todos devidamente uniformizados. “É muito bom ter tranquilidade para trazer os filhos ao estádio, com a certeza de que não vai ocorrer nada com a sua família”, explicou.

Brasília multicultural

“Quando disseram que o Estádio Mané Garrincha seria um elefante branco, pensei: a pessoa que disse isso deve ser neta da pessoa que, quando Brasília foi construída, disse que o Lago Paranoá não ia encher”, diz o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, sobre a arena que em apenas 11 meses de operação recebeu 39 eventos e um público de 760 mil pessoas.

Agora, Brasília está em contagem regressiva para os sete jogos que serão disputados na cidade durante a Copa do Mundo da FIFA. E fora de campo, uma lista extensa e diversificada de opções culturais estará à disposição dos turistas e dos moradores do Distrito Federal. Alguns dos principais monumentos da capital, por exemplo, exibirão mostras e exposições relacionadas ao futebol.

Em Taguatinga, talentos nacionais e locais farão a alegria dos torcedores na FIFA Fan Fest, evento com shows e exibição pública das partidas. Para Hamilton Pereira, o Mundial será uma janela para mostrar ao mundo todo o potencial da cidade: “O evento é a oportunidade única que Brasília tem de oferecer as múltiplas faces do Brasil, que fazem parte das expressões culturais que temos aqui”, aposta, orgulhoso.

Confira a entrevista com o secretário de Cultura do DF:

Quais as opções culturais mais interessantes que os turistas que vierem para os sete jogos em Brasília encontrarão?

Brasília vai receber com dignidade os seus turistas. Não apenas os que forem ao estádio, mas os que visitarem nossos pontos turísticos. Temos a Praça dos Três Poderes, com o Panteão da Pátria devidamente recuperado e com excelentes exposições. 

Ao lado do estádio, as pessoas podem usufruir do Clube do Choro. E se os turistas quiserem ir além do Plano Piloto, podem ir à Casa do Cantador, que apresentará o repente brasileiro, em Ceilândia. São apenas alguns exemplos da riqueza que temos aqui.

Haverá uma programação específica durante o Mundial?

No período da Copa teremos mostras de cinema no Cine Brasília, que também foi restaurado, além de exposições no Museu da República, pensadas para o Mundial, inclusive relacionadas ao futebol. 

Nós queremos ampliar a oferta do ponto de vista da cultura brasileira, tendo em vista que, no Brasil, o futebol é mais do que um esporte. É uma dimensão da identidade, e, portanto, da cultura do país.


A Copa do Mundo é uma oportunidade de mostrar os potenciais culturais da capital do país?

Sem dúvida. O evento é a oportunidade única que Brasília tem de oferecer as múltiplas faces do Brasil, que fazem parte das expressões culturais que temos aqui.20140411ASB 3010sec cultura5

E temos espaços para todas essas expressões?


Aqui precisa ter, e tem, lugar para todas as manifestações culturais do país. Se você vai a Ceilândia, é como se estivesse em Campina Grande, na Paraíba. Se você vai a Planaltina, se sente como se chegasse a uma pequena cidade do interior de Goiás. Em Taguatinga, é como se estivesse em Uberlândia, Minas Gerais.

Já o Cruzeiro lembra São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro. Brasília é isso. Esse mosaico produz expressões culturais que buscamos estimular e que todo o mundo verá durante o megaevento.

Durante o Mundial teremos a FIFA Fan Fest. O senhor pode falar sobre a escolha do Taguaparque ?
O espaço é ideal para uma festa dessa proporção, pois está localizado no maior conjunto habitacional do DF, que abrange Águas Claras, Vicente Pires, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, por exemplo. Juntas, essas regiões representam algo em torno de 55% a 60% da população do DF.

O governador Agnelo Queiroz pediu que a festa fosse democrática e popular e o Taguaparque é o local ideal, representa isso.

Os shows vão animar os brasilienses e turistas na FIFA Fan Fest, e a bola vai rolar em sete jogos no Mané Garrincha. Como o senhor avalia o aproveitamento do novo estádio até agora?

20140411ASB 2987sec cultura3O Mané é um estádio moderno, belíssimo, e que, aos olhos dos adversários de Brasília, parecia inviável. Da mesma forma, quem olhasse para o craque, o jogador Mané Garrincha, com as pernas tortas, não imaginava que ali se escondia um gênio. Pois bem: o atleta Garrincha deu certo, e o estádio Mané Garrincha também. É a arena com renda recorde entre os estádios do Brasil e a maior presença de público.

O estádio já é uma referência?

Quando disseram que o estádio seria um elefante branco, pensei: “a pessoa que disse isso deve ser neta da pessoa que, quando Brasília foi construída, disse que o Lago Paranoá não ia encher”. Então, a arena multiuso deu certo, como a cidade deu certo.

Esse equipamento é uma necessidade para a capital do país e a sociedade já o acolheu como espaço de referência. Portanto, ele já faz parte da história e da identidade da capital do Brasil.

De que forma o estádio se insere na política de cultura do DF?

Em primeiro lugar, Brasília não ganhou um estádio. Brasília ganhou uma arena multiuso. Isso significa que a população da capital do país recebeu um equipamento dos mais modernos do mundo, com capacidade para sediar grandes eventos esportivos, culturais ou de qualquer outra natureza. Isso nos coloca no circuito dos grandes eventos internacionais. 

Com essa condição e a tecnologia do estádio, teremos agendas cada vez mais diversificadas. Espaço não falta. É uma cidade, bonita, equipada e preparada para receber eventos de todo tipo.

A Secretaria de Cultura tem planos de estimular a apresentação de artistas locais no estádio?

Agora nós estamos trabalhando sempre levando em consideração que temos essa possibilidade. Evidentemente, a arena, propriamente dita, é para grandes eventos. Mas o estádio, hoje, está desenhando o seu perfil de serviços para a cidade. Recebemos recentemente o pianista Arthur Moreira Lima para uma demanda menor, o lançamento de um livro. Isso mostra que as opções de espaços são variadas. 

Estamos atentos para dialogar com a Secretaria Extraordinária da Copa para que o espaço possa acolher as demandas que chegam de fora, e ao mesmo tempo abraçar a produção cultural de Brasília.

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Brasília tem tido muitas manifestações culturais nos espaços públicos. Os grandes eventos que estão vindo para a cidade ajudam a aumentar essa mobilização?
A nossa perspectiva aqui é de estimular isso. Nós trabalhamos com três critérios fundamentais para a formulação e execução da política pública de cultura: democratizar o acesso, descentralizar o investimento e estimular o talento local. 

Trabalhamos a partir dessa visão e chamando a atenção para o fato de que Brasília tem manifestações culturais de diversas partes do país. Por isso, a cidade precisa ter lugar para todas. E precisamos estimular isso, juntamente com os eventos que a cidade recebe.

Jornal Daqui DF

JORNAL DAQUI DF =- EDIÇÃO 133