quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Fiscais derrubam estrutura de supermercado Tatico em Ceilândia

Segundo a Agefis, a área de 3,3 mil m² havia sido ocupada irregularmente

O estabelecimento, localizado na CNN 1, foi multado em R$ 52 mil por descumprir o auto de interdição novamente

Parte da estrutura do supermercado Tatico, em Ceilândia, foi derrubada durante a madrugada desta quinta-feira (18/12). A operação, da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), prossegue durante esta manhã, com a participação de 500 servidores. O estabelecimento, localizado na CNN 1, foi multado em R$ 52 mil por descumprir o auto de interdição novamente. A unidade também recebeu outra multa, de R$ 7.056, por desobediência ao auto de intimação demolitória.
Além da retirada das marquises foram apreendidos mobiliários, equipamentos, mercadorias e produtos: supermercado não tem alvará de funcionamento

Desde 21h dessa quarta feira (17/12), agentes da Agefis, policiais militares, civis e bombeiros estão em frente ao Tatico. Muitos moradores acompanharam o processo. Segundo a agência fiscalizadora, além da retirada da primeira marquise, foram apreendidos mobiliários, equipamentos, mercadorias e produtos. A segunda estrutura de concreto é retirada agora pela manhã. O alvará de funcionamento foi anulado conforme publicação no Diário Oficial do DF, em 12 de setembro.

O supermercado Tatico foi reaberto em 2 de maio. O comércio havia sido fechado em 22 de março, pela quarta vez, pela Agefis. Segundo o órgão, o estabelecimento deve quase R$ 30 mil em multas, já recebeu diversos comunicados de reintegração de posse e de demolição, além de estar com o alvará de funcionamento vencido desde dezembro de 2013.

Na ocasião, a Agefis informou que a situação só se resolveria com a intervenção da Polícia Civil, pois, ao reabrir o supermercado sem autorização judicial, o comércio pratica o crime de desobediência. A Agefis afirma que os bens apreendidos serão encaminhados ao depósito e poderão ser recuperados - exceto os bens perecíveis-, mediante o pagamento de multa e dos custos da operação, com a apresentação de notas fiscais. 


Em protesto por salários, funcionários de creches bloqueiam o Monumental

Cerca de 300 trabalhadores fazem manifestação contra a falta de pagamento de salários; trânsito foi desviado


Funcionários de creches públicas do DF fazem protesto na manhã desta quinta-feira (18/12), em frente ao Palácio do Buriti e bloqueiam o trânsito na via N1. O congestionamento chega próximo à Torre de TV. Cerca de 300 trabalhadores chegaram a interditar as seis faixas da via, que foram liberadas por volta de 10h30.  Às 11h, manifestantes voltaram para o asfalto. Eles pedem que o governo pague os salários atrasados. 

Verônica Cordeiro, diretora de uma das creches, diz que a categoria não recebe desde setembro. "Os funcionários estão sem pagamento, sem 13º e nós viemos protestar porque a única resposta que temos é que o dinheiro vai entrar até 31 de dezembro", reclama. Segundo a servidora, o repasse só foi feito para quatro das 44 instituições. Cinco mil crianças são prejudicadas pelo atraso.

Funcionária de outra creche, em Ceilândia, Caroline Lima conta que os trabalhadores não recebem repasse do GDF há 120 dias. "Não temos dinheiro para transporte, nem alimentação. Tivemos de fechar as portas e as crianças estão voltando para casa", reclamou. Por volta das 10h10, um grupo de manifestantes foi recebido pelo  secretário de Estado da Administração Pública, Wilmar Lacerda.

O tráfego ficou complicado na região central de Brasília. O Batalhão de Trânsito está no local e organizou o desvio.

Polícia Federal confirma vazamento do tema da prova de redação do Enem 2014

Pelo menos três estudantes receberam foto do caderno de questões minutos antes do exame


 Imagem mostra folha do caderno de questões que trouxe os textos de referência e o tema da redação, "publicidade infantil" - Reprodução

TERESINA - O delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Piauí, Alexandre Uchôa, confirmou nesta quinta-feira que houve vazamento do tema da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 para ao menos três estudantes. O policial, no entanto, disse que não há indícios de vazamento em massa e que não há como afirmar se houve falha de segurança na gráfica que imprime os cadernos de questões.

A Polícia Federal do Piauí investiga desde o dia 13 de novembro denúncia do estudante piauiense Jomásio Barros, de 17 anos, que postou em sua conta no Facebook fotografia de seu telefone celular. Ele recebeu, via WhatsApp, uma imagem da folha do caderno de questões que trazia o tema da redação, “Publicidade Infantil em questão no Brasil”. A imagem chegou às 10h47 (11h47 no horário de Brasília) do dia 9 de novembro, portanto antes do início do segundo dia de prova.

Jomásio Barros prestou queixa na Polícia Federal e se disse indignado com o vazamento. No dia, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, informou em nota que não existia qualquer indício de que o tema tenha vazado, mas reforçou que a denúncia seria apurada com rigor. Outros dois estudantes do Piauí disseram que receberam a mesma imagem com o tema da redação.

Segundo Jomásio, a imagem foi enviada às 10h47 do domingo, uma hora e 13 minutos antes da aplicação do teste no Piauí. O jovem decidiu gravar um vídeo denunciando o ocorrido e compartilhá-lo na internet. Ele fez as provas do Enem no Colégio Machado de Assis, em Picos, no sul do Piauí

O delegado Alexandre Uchôa afirmou que realmente houve vazamento do tema da redação do Enem, mas que isso ocorreu já nos locais de aplicação das provas. Ele disse que não houve furto da prova de redação em uma gráfica ou empresa de transporte, o que tornaria o caso mais grave.

- Tecnicamente, o vazamento existiu, a perícia constatou que ele recebeu em seu celular o tema da prova antes do horário. Ele recebeu a foto minutos antes. Não foi vazamento da prova ter saído da gráfica, o vazamento pode ter ocorrido no local de aplicação das provas. A gente não tem ainda como comprovar o início do vazamento, mas foi poucos minutos antes das provas. Não quer dizer que vazou um dia antes, que a prova saiu da gráfica, não tenho nenhum elemento para dizer isso - explicou o delegado federal.

Jornal Daqui DF

JORNAL DAQUI DF =- EDIÇÃO 133