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sexta-feira, 20 de abril de 2012

DF conta com Disque-Denúncia para mulheres vítimas de violência



Por meio da central de atendimento 156 – 6,  atendentes treinadas oferecem orientações e informações sobre todos os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha

Brasília, 19 de abril de 2012 – A Secretaria de Estado da Mulher e a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) lançaram nesta quinta-feira (19) o Disque 156 (opção 6), um canal telefônico de atendimento a mulheres vítimas de violência. O serviço conta com três linhas exclusivas e seis atendentes treinadas para oferecer orientações e informações sobre todos os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha.
A primeira-dama do DF, Ilza Queiroz, destacou a importância da iniciativa. “Sou médica ginecologista e, como tal, atendi várias mulheres vítimas deste problema. É triste saber que elas têm grande dificuldade de fazer a denúncia porque, muitas vezes, o agressor era seu companheiro”, enfatizou. “Percebi que os danos psicológicos acabam sendo maiores que os físicos", acrescentou a primeira-dama, que reforçou: “Reduzir os índices de violência contra a mulher e garantir atendimento integral são algumas das prioridades da atual gestão”.
“A intenção da central de atendimento é responder às demandas da mulher vítima de violência no DF”, reforçou a secretária de Estado da Mulher, Olgamir Amancia Ferreira. “É evidente o compromisso do Governo do Distrito Federal na articulação dos equipamentos públicos responsáveis por essa questão.”

Funcionamento – A central telefônica funciona de segunda a sexta-feira, de 7h as 19h, e nos fins de semana e feriados, das 8h às 18h. Nos demais horários, uma gravação informa o telefone da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e orienta a vítima a procurar a delegacia mais próxima. A central registra o número e a localidade de onde veio a ligação e profissionais do Centro de Referência de Atendimento às Mulheres retornam a chamada. Esses dados são mantidos em sigilo.
O serviço começou a funcionar em 30 de março e já conta com uma média de dois atendimentos por dia. Por enquanto, só aceita ligações de telefones fixos.

Atribuições – A Codeplan é a responsável pelo Disque 156, a central de atendimento do GDF que funciona desde 1984. Além de implementar a nova opção de contato, a companhia disponibilizou dados sobre o DF, fruto de pesquisas como a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD). Um dos índices medidos pela Codeplan é a porcentagem de mulheres no DF, que é hoje de 52%. “Temos buscado o foco no planejamento, gerando índices e dados para propor políticas públicas mais adequadas à população”, destacou a presidente da Codeplan, Ivelise Longhi. “O Disque 156 (opção 6) nasceu de uma demanda da secretária da Mulher, que nos procurou em busca de uma orientação às mulheres que se sentem constrangidas em ir a algum lugar para denunciar seus agressores.”
O DF conta, atualmente, com nove núcleos de atendimento à vítima de violência e dois centros de referência, além da Casa Abrigo. Todos os serviços contam com equipes multidisciplinares formados por psicólogos e assistentes sociais.

Pesquisa – Em janeiro deste ano, a Secretaria de Estado da Mulher fez uma pesquisa com 2.875 mulheres em nove cidades do DF. Noventa por cento das entrevistadas disseram que conheciam a Lei Maria da Penha, mas, quando perguntadas sobre o conteúdo da lei, a maior parte delas não sabia do que se tratava.

Só em 2012, até 31 de março, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) registrou 908 ocorrências pela Lei Maria da Penha. Em 2011, o número de denúncias registradas pela Deam foi 3.198. Somando dados de todas as delegacias do DF, foram mais de 11 mil ocorrências no ano passado. “O número de registros tem aumentado significativamente. O suporte do governo é determinante para que as mulheres tomem coragem de denunciar”, destacou a secretária Olgamir Amancia. “A denúncia é a grande possibilidade que a mulher tem de dar um basta na violência. É uma ilusão achar que o agressor vai mudar. Ele precisa ser reeducado para que tenha um olhar diferente na resolução de conflitos”, acrescentou.

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