DAQUI, o Jornal do Distrito Federal

domingo, 30 de dezembro de 2012

Lula é o maior legado da democracia brasileira, diz deputado José Raimundo Fontes



Na opinião de José Raimundo esses ataques sistemáticos da grande imprensa fazem parte de um “jogo político, extremamente, perverso” contra a política de esquerda do país.
“Nós defendemos a liberdade democrática e nós desde a juventude colocamos as nossas vidas, como uma opção de vida, a lutar pela liberdade, e lutamos pela ditadura militar e somos fervorosos defensores da liberdade de imprensa. Mas há claramente setores que manipulam as informações e querem fazer transparecer que o PT e o Lula são eu diria, uma instituição. Porque o Lula é uma instituição verdadeiramente popular, e esse setores da mídia querem exatamente tirar esse brilho ao lado, evidentemente, de infrações das classes dominantes, que não toleram e não toleraram a presença do ex-presidente Lula e não toleram a presença do PT que é parte do povo brasileiro”.
O deputado ainda enfatizou que a oposição ainda não “assimilou” a gestão petista e que tentam de toda forma destruir o “legado” implementado pelo governo Lula, principalmente na vida dos cidadãos carentes brasileiros.
“Então trata-se de um jogo político e ideológico que nós haveremos de tratar com a militância. Tratar com os nossos agentes políticos para que nós façamos esse enfrentamento político de forma muito clara. Porque o que nós estamos construindo nesse país é uma sociedade mais igualitária, uma sociedade mais plural, do índio, do negro, do pobre e do rico, inclusive, porque nós demos condições para que o empresariado nacional se desenvolvesse e melhorasse as suas atividades econômicas. Mas nós queremos um lugar para o povo e esse lugar é o Partido dos Trabalhadores junto com os seus aliados mais fiéis que estão construindo no país. E o Lula é o símbolo desse achado e desse reencontro da nação com parte do seu povo” 
(Fabrícia Neves e Hosa Freitas – Portal do PT)

Operações e horários especiais para as festas de ano novo


  
Operações e horários especiais para as festas de ano novo  
Foto: Mary Leal
Intensificação do policiamento, fiscalização no trânsito e aumento da oferta de transporte coletivo nos feriados estão entre as ações
Várias operações no trânsito e no policiamento estão sendo realizadas para garantir mais segurança e tranquilidade durante as festas de fim de ano. Como nos anos anteriores, a segurança no réveillon estará reforçada com um esquema especial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em toda a área central de Brasília. Na Esplanada dos Ministérios, o efetivo será de mil policiais, além de equipes à paisana. Eles serão distribuídos no local da festa e em pontos estratégicos, como a Rodoviária do Plano Piloto e a Estação Central do Metrô.

Para garantir a organização do evento e evitar acidentes, cerca de 110 policiais do Batalhão de Trânsito foram escalados. As vias N1 e S1 estarão interditadas das 18h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro, podendo ser liberadas antes, conforme o fluxo de pessoas. O acesso será normal na N2 e na S2, que passam por trás dos prédios da Esplanada. Os estacionamentos laterais dos ministérios poderão ser utilizados pelo público.

Na Prainha do Lago Sul, onde a PMDF espera receber cerca de 10 mil pessoas, serão mais de 50 policiais, além do apoio de duas viaturas – uma do Batalhão de Trânsito e outra do Batalhão da Polícia Rodoviária – e do Regimento de Polícia Montada (cavalaria). O Detran fará, a partir das 7h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro, o controle do fluxo de carros no local.

As equipes de Trânsito que atuam nas regiões administrativas também receberam reforço. A operação começou no início do mês e seguirá até janeiro. Ela inclui rondas nas entrequadras das asas Sul e Norte, nos estacionamentos dos principais centros e nas áreas comerciais em todo o DF. Durante a noite, também são feitas abordagens para verificação do uso de álcool por motoristas.

"Além do Plano Piloto, que tem um fluxo mais intenso de pessoas, também tivemos o cuidado de reforçar o contingente nas regiões administrativas", explica o comandante do Batalhão de Trânsito, tenente-coronel Anderson Moura. Cerca de 150 homens se revezam, durante 24h, em pontos estratégicos do Plano Piloto e em localidades como Taguatinga, Ceilândia e Gama.

Transporte - Os ônibus do transporte público coletivo terão horários e linhas diferenciados durante os feriados. No dia 31 os ônibus circularão nos mesmos horários de sábado. As linhas com destino à Rodoviária do Plano Piloto terão reforço, de acordo com a demanda, das 19h do dia 31 de dezembro até as 5h do dia 1º de janeiro. O objetivo é atender as pessoas que participarão da festa de réveillon na Esplanada, com previsão de público de 150 mil.

A linha 103.1 (Rodoviária do Plano Piloto - Prainha) será reativada para facilitar o acesso à festa, às margens do Lago Paranoá. Haverá viagens extras, de acordo com a demanda, das 18h do dia 31 de dezembro às 6h do dia 1º de janeiro. Ao longo do dia 1º, o transporte público funcionará nos mesmos horários de domingo.

O metrô vai operar das 6h do dia 31 às 2h do dia 1º de janeiro. Entre 0h e 2h do dia 1º, o embarque será feito somente na Estação Central (na Rodoviária do Plano Piloto), e o desembarque, em todas as estações.

Viagens - A direção do Aeroporto Internacional de Brasília estima um movimento de aproximadamente 188 mil passageiros entre os dias 28 e 31 de dezembro. Por isso, o atendimento recebeu reforço, e um esquema foi montado para organizar o fluxo de pessoas. A sala de embarque foi ampliada, e dois novos portões, abertos nessa ala.

A previsão da Infraero é que cerca de 1,3 milhão de passageiros passem pelo aeroporto até o fim de dezembro, o que representa um aumento de 8% em relação ao ano passado.

Confira o que abre e fecha no feriado de ano novo

Confira o que abre e fecha no feriado de ano novo  
Foto: Pedro Ventura
Veja o que abre e o que fecha nos dias 31 de dezembro de 2012 e 1º de janeiro de 2013
Ônibus

O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) informa que no dia 31 a frota seguirá a tabela de sábado, operando de acordo com a demanda:

- As linhas que têm como destino a Rodoviária do Plano Piloto terão reforço, de acordo com a demanda, das 19h do dia 31 de dezembro até as 5h do dia 1º de janeiro. O objetivo é atender as pessoas que irão participar da festa de réveillon na Esplanada, que tem previsão de público de 100 mil pessoas.

- A linha 103.1 (Rodoviária do Plano Piloto – Prainha) será reativada para atender passageiros que vão para a Prainha do Lago Sul. Haverá viagens extras, conforme demanda, das 18h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro.

No dia 1º, os horários seguirão a tabela de domingo.

Metrô

Haverá operação das 6h do dia 31 até as 2h do dia 1º de janeiro. Entre 0h e 2h do dia 1º, o embarque será feito somente na Estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto, e o desembarque, em todas as estações.

Saúde

Nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, só funcionarão as emergências dos hospitais e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Hemocentro

A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) funcionará no dia 31, das 7h às 12h. No dia 1º, as atividades estarão suspensas.

Bancos

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no dia 31, os bancos terão apenas expediente interno, sem atendimento ao público. No dia 1º de janeiro, os bancos fecham.

Caesb

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) prestará atendimento 24 horas pela Central de Relacionamento com o Cliente, no telefone 115. As atividades essenciais de manutenção e operação serão mantidas, em esquema de plantão. As agências não abrirão nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro.

CEB

A Companhia Energética de Brasília prestará atendimento 24 horas pela Central de Relacionamento com o Cliente, no telefone 116. As atividades essenciais de manutenção e operação serão mantidas, em esquema de plantão. As agências não abrirão nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro.

Procon

Estará fechado nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. O atendimento será retomado na quarta-feira (2), das 8h às 17h.

Na Hora

Os postos do Na Hora também não funcionarão nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro. Na quarta-feira (2), o público voltará a ser atendido, das 7h30 às 18h30.

Comércio

As lojas do Distrito Federal, incluindo shoppings, funcionarão no dia 31 das 9h às 17h, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas. No dia 1º de janeiro, o comércio não abrirá.

Biblioteca Nacional de Brasília

Estará fechada do dia 24 de dezembro de 2012 ao dia 1º de janeiro de 2013, em razão do recesso e feriado de fim de ano e dedetização do prédio. A BNB retomará suas atividades no dia 2 de janeiro de 2013, no horário normal: de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h45, e sábados e domingos, das 12h30 às 18h30.

Catetinho

Não vai funcionar nos dias 31 de dezembro e 1° de janeiro.

Museu Nacional

Estará fechado nos dias 31 de dezembro e 1° de janeiro.

Parque Nacional de Brasília (Água Mineral)

No dia 31 de dezembro, o parque abrirá no horário normal, das 8h às 16h. Já no dia 1º de janeiro, ficará fechado. Os ingressos custam R$ 6,50. Crianças com até 11 anos de idade e pessoas com 60 anos ou mais não pagam entrada.

Parques do DF

Funcionarão normalmente nos dois dias, das 8h às 18h.

Jardim Zoológico

No dia 31, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília receberá os visitantes das 9h às 12h. No dia 1º, o parque estará fechado.

Jardim Botânico

O parque não funcionará nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro.

Torre de TV Digital

No dia 31, o funcionamento será normal, das 9h às 17h. No dia 1º de janeiro, o horário de visitação será reduzido, das 13h às 18h.

Torre de TV

Funcionará normalmente nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, das 9h às 20h.

Confira programação de réveillon em Brasília




  Confira programação de réveillon em Brasília  

Foto: Pedro Ventura

As festas contarão com esquemas especiais de transporte e segurança. Além da tradicional queima de fogos de artifício, 15 atrações animarão a virada na Esplanada dos Ministérios e na Prainha do Lago Sul
Brasília terá uma programação especial neste réveillon. Na Esplanada dos Ministérios, além da queima de fogos à meia-noite, que deve durar quase 30 minutos, vários shows de artistas locais e nacionais vão animar a virada. A cantora Ellen Oléria, nascida em Ceilândia e vencedora do programa The Voice, da Rede Globo, confirmou presença entre as atrações do dia 31, às 19h30. Os brasilienses também poderão comemorar a data na Prainha do Lago Sul, a partir das 17h. A expectativa é que os dois eventos reúnam mais de 100 mil pessoas.

Por motivo de saúde, Dominguinhos não poderá se apresentar na festa de réveillon da Esplanada dos Ministérios, como havia sido anunciado. De acordo com a empresa responsável pela contratação, o cantor e compositor permanece internado em Recife.

"Tenho feito minhas orações pela saúde do Dominguinhos, um artista muito querido pela nossa cidade, para que ele se restabeleça o mais rápido possível. Infelizmente, não poderemos contar com ele este ano, mas ainda assim a população do Distrito Federal terá uma grande festa na Esplanada", destaca o governador Agnelo Queiroz. "Além da Ellen Oléria, também teremos Fernando e Sorocaba, vários artistas locais e uma grande queima de fogos, de forma que 2013 chegará com a alegria que o nosso povo merece", comemora o governador.

Na programação, estão previstas 15 atrações da cidade e da música nacional. Os estilos musicais atenderão todos os gostos, com ritmos como rock, MPB, forró, samba e sertanejo. Na Esplanada, nos intervalos entre os shows, o público poderá dançar ao som do Forró de Vitrola, com o Dj brasiliense Cacai Nunes. A apresentação será uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, o rei do baião.

"Buscamos valorizar as diversas expressões culturais do povo brasileiro e especialmente o artista de Brasília, nas programações das festas de fim de ano. A capital da sexta maior economia do mundo deve ser a capital de todos os ritmos", afirmou o secretário de Cultura, Hamilton Pereira.

Estrutura – A montagem dos palcos para os shows na Prainha do Lago Sul e na Esplanada dos Ministérios já foi iniciada. Para conforto do público, serão disponibilizados mais de 250 banheiros químicos.

O custo total da programação, das estruturas e da queima de 10 toneladas de fogos de artifício para as comemorações de fim de ano – incluindo Natal, réveillon e Folia de Reis – é de aproximadamente R$ 8 milhões.

Transporte – Para garantir a tranquilidade de quem vai curtir a programação da virada do ano, o transporte público coletivo terá funcionamento diferenciado. No dia 31, os ônibus circularão nos mesmos horários de sábado. As linhas com destino à Rodoviária do Plano Piloto terão reforço, de acordo com a demanda, das 19h do dia 31 de dezembro até as 5h do dia 1º de janeiro.

A linha 103.1 (Rodoviária do Plano Piloto - Prainha) será reativada para facilitar o acesso à festa, às margens do Lago Paranoá. Haverá viagens extras, de acordo com a demanda, das 18h do dia 31 de dezembro às 6h do dia 1º de janeiro. Ao longo do dia 1º, o transporte público funcionará nos mesmos horários de domingo.

O metrô vai operar das 6h do dia 31 às 2h do dia 1º de janeiro. Entre 0h e 2h do dia 1º, o embarque será feito somente na Estação Central (na Rodoviária do Plano Piloto), e o desembarque, em todas as estações.

Segurança – Como nos anos anteriores, a segurança no réveillon estará reforçada com uma operação especial da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em toda a área central de Brasília. Na Esplanada dos Ministérios, o efetivo será de mil policiais, além de equipes à paisana. Eles serão distribuídos no local da festa e em pontos estratégicos, como a Rodoviária do Plano Piloto e a Estação Central do Metrô.

Para garantir a organização do evento e evitar acidentes, cerca de 110 policiais do Batalhão de Trânsito foram escalados. As vias N1 e S1 estarão interditadas das 18h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro, podendo ser liberadas antes, conforme o fluxo de pessoas. O acesso será normal na N2 e na S2, que passam por trás dos prédios da Esplanada. Os estacionamentos laterais dos ministérios poderão ser utilizados pelo público.

Na Prainha do Lago Sul, onde a PMDF espera receber cerca de 10 mil pessoas, serão mais de 50 policiais, além do apoio de duas viaturas – uma do Batalhão de Trânsito e outra do Batalhão da Polícia Rodoviária – e do Regimento de Polícia Montada (cavalaria). O Detran fará, a partir das 7h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro, o controle do fluxo de carros no local.

Esplanada dos Ministérios

19h às 19h30: Na Lata
19h35 às 20h15: Ellen Oléria
20h15 às 20h35: Forró de Vitrola, com o Dj brasiliense Cacai Nunes
20h35 às 21h35: Plebe Rude
21h35 às 21h55: Forró de Vitrola, com o Dj brasiliense Cacai Nunes
21h55 às 23h35: Paula Fernandes
23h35 às 23h55: Forró de Vitrola, com o Dj brasiliense Cacai Nunes
23h55 à 0h: Preparação para a queima de fogos
0h às 0h25: queima de fogos ao som da bateria da virada, composta por integrantes de várias escolas de samba do DF
0h30 às 2h: Nas Curvas do Samba, com as cantoras Renata Jambeiro, Dhi Ribeiro, Tereza Lopes e Ana Cristina
2h às 2h20: Forró de Vitrola, com o Dj brasiliense Cacai Nunes
2h20 às 4h: Fernando e Sorocaba

Prainha do Lago Sul

17h: Os Crioulos
18h: Oya Bagan
19h: Xaxará de Prata
20h: Asé Dudu
21h à 1h: Cortejos + Toques para Orixás + Umbanda e Candomblé
1h: Orkestra Rumpilezz
2h: Obará
3h: Pé de Cerrado
4h: Requebrarte

Melhorias na coleta de lixo


  Evelin Campos, da Agência Brasília  diminuir o tamanho da fonte
Empresa responsável pelo serviço nas áreas onde há acúmulo de entulho adotará ações imediatas para resolver o problema. A partir de 2013, SLU prevê investimentos de longo prazo em coleta seletiva, reciclagem e aterros
Após ser advertida em relação aos problemas no serviço de coleta de lixo, a Valor Ambiental se reuniu com o Serviço de Limpeza Urbana, nessa sexta-feira (28), para esclarecer as razões do acúmulo de entulhos em algumas regiões do Distrito Federal e anunciar soluções. A empresa atende aos lotes 2 e 3, que incluem Águas Claras, Ceilândia, Taguatinga, Estrutural, Gama, Santa Maria, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo.

De acordo com a terceirizada, a falta de equipamentos e de pessoal atrapalhou a coleta do lixo produzido, que no período de Natal aumentou cerca de 30%. Cinco caminhões com capacidade para transportar 21m³ de materiais deveriam ter chegado de São Paulo em setembro para reforçar o trabalho – o que não ocorreu por atraso do fornecedor, justifica a Valor Ambiental.

Por isso, a empresa ampliou a frota em oito caminhões – cinco de 21m³ e dois de 19m³, alugados, e um de 19m³, comprado. Desses, cinco já estão em operação. Os demais começarão a fazer a coleta nos próximos dias. Em relação aos funcionários, cerca de 50 dos 250 escalados para o plantão de Natal desfalcaram a equipe dos lotes 2 e 3. Para que isso não aconteça no ano novo, a empresa informou que vai trabalhar com o contingente ampliado nessas regiões – 350 funcionários.

Um abono de R$ 150 será oferecido pela prestadora aos que trabalharem todo o feriado (de domingo a quarta-feira). Segundo o diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Denival Lemos, a produção de lixo no DF, que normalmente gira em torno de 2,5 mil toneladas por dia, chegou a 2,7 mil nos dias 24 e 25 de dezembro. "Além disso, os funcionários faltaram na segunda-feira, um dia que já é crítico por não haver coleta no domingo", observa.

Investimentos – O Governo do Distrito Federal está adotando uma série de medidas para melhorar os serviços de coleta e destinação do lixo. Entre elas está a implantação da coleta seletiva, que vai dividir o DF em quatro lotes a serem operados por empresas contratadas. O edital já foi lançado e a expectativa é que os envelopes com as propostas sejam abertos em janeiro de 2013 e as contratações comecem em março.

O diretor-adjunto do SLU, Hamilton Ribeiro, destaca a importância de ser criada uma cultura de separação do lixo doméstico. "Quem não tem o hábito já deve começar a criá-lo. Quando o projeto estiver funcionando, os sacos da coleta seletiva serão identificados por fitas, que serão entregues à comunidade pelas empresas. A cidade receberá contêineres para que a população deposite o lixo e os caminhões os recolham", explica.

Outra iniciativa importante será a construção do Aterro Sanitário Oeste, entre Samambaia e Ceilândia. A instalação, que não deixa o entulho exposto e chega a custar a metade do valor de outros métodos, como a incineração, deve começar a operar em julho de 2013. "Haverá tratamento do chorume (líquido tóxico resultante do lixo) e, com a coleta seletiva, a quantidade de resíduos aterrados será menor", ressalta Hamilton Ribeiro.

Reaproveitamento – O governo também irá investir nas usinas de produção de composto, que transformam, por dia, cerca de 600 toneladas de lixo orgânico em 105 toneladas de material certificado para uso agrícola. Os galpões, que ficam no final da L4 Sul e no P Sul, em Ceilândia, dão a Brasília o título de capital que mais produz o composto, aponta o SLU.

Os resíduos da Construção Civil também receberão tratamento especial. A média produzida no DF – com variações pela sazonalidade do setor – é de 5,4 mil toneladas por dia. Hoje, esse material é usado para cobrir o lixo do aterro do Jóquei. A ideia é que novas áreas para descarte e reciclagem desses resíduos sejam implantadas, em uma ação coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Para valorizar os profissionais que manuseiam o lixo, serão construídos 12 centros de triagem para catadores e suas associações. Nesses locais, os materiais recicláveis serão separados. "O valor do entulho reaproveitado, que normalmente pagaríamos para aterrar, irá para o bolso deles. Além de contribuir com a sustentabilidade ambiental, vamos ajudar na renda dessas famílias", avalia Hamilton Ribeiro. "Queremos instalar pelo menos quatro centros em áreas do SLU já em 2013", completa.

Nova licitação – O governo começará, em 2013, a elaboração do projeto básico para uma nova licitação na área de Limpeza Urbana. A última concorrência foi realizada em 2009, com base em projeto feito dois anos antes. Na época, a estimativa de produção de lixo em todo o DF era de 57 mil toneladas por mês. Hoje, com a expansão das cidades e o aumento da renda per capita, esse número saltou para 72 mil toneladas/mês.

A mudança exige adaptação do serviço, com mais exigências previstas em edital. "Brasília é a capital que paga o menor preço por tonelada de lixo recolhido. São valores que não dão margem de sobra para que as empresas contratadas possam investir", afirma Hamilton Ribeiro. "Mas, com a licitação, vamos mudar essa realidade", garante.

Criança em casa requer cuidado dobrado

Criança em casa requer cuidado dobrado  

Criança em casa requer cuidado dobrado

  Ailane Silva, da Agência Brasília
Foto: Mary Leal
Pais devem ficar atentos aos riscos dentro do ambiente doméstico. Nas férias, o número de acidentes aumenta em até 30%
As férias escolares chegaram e os pais devem redobrar os cuidados com os filhos, também dentro de casa. O ambiente campeão em número de acidentes é a cozinha. A atenção deve ser maior com panelas no fogão, objetos cortantes, equipamentos elétricos e botijão de gás. De acordo com a subcomandante do Centro de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) do Distrito Federal, major Vanessa Signale, o número de ocorrências cresce expressivamente neste período. "O aumento de acidentes chega a 30% e as principais vítimas são as crianças", informa.

Remédios, detergentes, venenos para roedores, pesticidas e produtos de limpeza devem ser guardados tampados e em locais fechados. Outra orientação é não utilizar garrafas PET para colocar detergente. "Normalmente, esses produtos têm cores chamativas, o que pode estimular a ingestão do líquido pelas crianças", explica a major. Baldes com água devem ser mantidos fora de alcance para evitar risco de afogamento.

"Fico atenta todo o tempo. Os perigos em casa são constantes. Mesmo assim, meus filhos já sofreram com pequenas queimaduras e cortes", conta Jânia Fernandes de Oliveira, mãe de Ana Luiza, 8 anos, e de André Luiz, 11.

O banheiro é outro local que requer atenção. Durante o banho, podem ocorrer muitas quedas. A dica é colocar tapetes antiderrapantes. Além disso, os pais devem orientar seus filhos a não subirem no vaso sanitário. "O responsável também não pode deixar a criança na banheira ou tomando banho sozinha, para não correr risco de afogamento ou acidente", lembra.

Ainda é necessário ter cuidados com a fiação elétrica da casa. É importante verificar se há algum fio desencapado. As tomadas devem ser protegidas.

Para quem mora em apartamento, o ideal é utilizar telas e redes de proteção nas janelas. De acordo com a oficial do Corpo de Bombeiros, em 2012, ocorreram dois acidentes envolvendo crianças em Brasília, elas caíram da janela sem grades do prédio. Nas escadas, os pais devem colocar barreiras para evitar que seus filhos subam ou desçam sozinhos.

Cuidados na viagem – As precauções começam no momento de sair de casa. Crianças com menos de 10 anos devem ser transportadas no banco traseiro dos veículos, e as de até 7 anos devem utilizar a cadeirinha. Os pais não podem deixar os pequenos dentro do carro sozinhos, porque correm o risco de ter insolação ou faltar oxigênio. "Na viagem, também é importante levar protetor solar e água para evitar desidratação", complementa a major.

Em locais com praias, lagos e rios, as crianças devem ser observadas todo o tempo. O uso de boias é fundamental.

Emergência - Em caso de acidente, mantenha a calma e ligue para o telefone 193, do Corpo de Bombeiros. Ao ser atendido, identifique-se, forneça o número de onde está falando e informe endereço com ponto de referência. Explique o que aconteceu e aguarde as orientações.

2013 inaugura novo ciclo de desenvolvimento para o DF Secretaria de Comunicação Social

2013 inaugura novo ciclo de desenvolvimento para o DF Foto: Sergio Dutti
Entrando em uma nova fase de gestão, governador Agnelo Queiroz imprime o ritmo para 2013
Ao assumir o governo do Distrito Federal, em janeiro de 2011, depois de uma forte crise política e de encontrar Brasília em estado de “terra arrasada”, o governador Agnelo Queiroz se empenhou durante o primeiro ano de sua gestão para colocar a casa em ordem. Agora, ao fim do segundo ano de mandato, ele fala sobre os avanços alcançados após equilibrar as contas.

Em entrevista à Agência Brasília, Agnelo Queiroz enumera as realizações, os desafios, as perspectivas e os planos para os próximos anos. As áreas prioritárias – Transporte Público, Saúde, Educação e Segurança Pública – ganharam destaque nas ações estruturantes realizadas e continuarão no centro das medidas já planejadas para 2013 e 2014.

O governador também ressaltou a importância dos investimentos em médio prazo, a retomada das parcerias com o governo federal e as tratativas internacionais, capazes de possibilitar projeções excepcionais para a cidade, que, nos próximos dois anos, ocupará o centro das atenções mundiais ao sediar a abertura da Copa das Confederações, em 2013, e sete jogos da Copa do Mundo FIFA 2014.

“Foi um ano de recuperação e de enfrentamentos”, como define o próprio governador, que completa: “Agora, começaremos a fase de entregar o que planejamos e de honrar os compromissos que assumimos”, garante.

Quais foram os maiores desafios nos dois primeiros anos de gestão?
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que quando assumi o governo, em janeiro de 2011, encontramos a cidade em situação de “terra arrasada”. Então, tive que colocar a casa em ordem e resgatar a credibilidade institucional do GDF. Começamos com um grande esforço de recuperação da máquina administrativa e a recontratação de servidores públicos. Mas posso fazer um balanço muito positivo de tudo o que realizamos, conscientes de que ainda há muito a ser feito. Avançamos significativamente em áreas como Saúde, Transporte Público e Segurança, em ações estruturantes que poderão ser sentidas por muitos e muitos anos no DF.

Quais foram os avanços na área de Saúde?
Investimos na Saúde Básica, com a inauguração das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), reformamos praticamente todos os hospitais e contratamos mais de 7 mil servidores de diferentes especialidades. Passamos a oferecer outras opções de atendimento para evitar que pacientes recorram desnecessariamente aos hospitais. Com as UPAs e as Clínicas da Família, uma média de 2 mil pessoas deixou de procurar os hospitais a cada dia. Agora, esses pacientes são atendidos com qualidade e perto de casa. Já temos quatro UPAs em funcionamento: no Recanto das Emas, São Sebastião, Samambaia e Núcleo Bandeirante. Até 2014, outras 10 unidades serão entregues. E temos hoje cinco Clínicas da Família: três em Samambaia, uma no Areal e outra no Recanto das Emas.

Isso reduziu o tempo de espera por um atendimento na rede pública de Saúde?

Além da diminuição das filas, muitas mudanças foram realizadas. Só quem é usuário da rede pública de Saúde conhece os avanços. E não são poucos se você comparar ao conjunto populacional. Fizemos em dois anos, pela Saúde, muito mais que nas últimas duas décadas. Isso foi possível porque esta gestão está investindo em mudanças mais profundas, estruturais. O investimento na saúde primária é fundamental para invertermos a lógica antiga e desafogar os hospitais, que ficam para atender casos mais graves. Isso reduziu bastante as filas nesses locais e nos centros de saúde. São cerca de 1.000 pacientes a menos, diariamente, nos prontos-socorros.

Que outras medidas democratizaram o acesso à Saúde Pública?

A Carreta da Mulher, inaugurada em março deste ano, é também uma iniciativa inovadora do nosso governo. Ela é encaminhada aos locais mais carentes e oferece à população feminina a oportunidade de fazer a prevenção do câncer de mama e do colo de útero, além de ultrassonografias. Já foram realizados 22 mil exames em 15 regiões administrativas. O sucesso dessa proposta – realizar exames em unidade itinerante – nos estimulou a adquirir a segunda Carreta da Mulher e inspira o Ministério da Saúde a seguir o nosso modelo. Tenho a notícia de que a pasta pretende criar algo parecido com o que foi instituído por nós. Nossa iniciativa cumpre fielmente o compromisso de melhorar a Saúde Pública. Por isso, pode virar exemplo nacional.

Governador, e como seria o atendimento ideal em nossos hospitais?
O ideal é oferecermos, em nossos hospitais, um tratamento de qualidade, de excelência, e humanizado. É o que já está em prática no Hospital da Criança de Brasília José Alencar, que foi uma das nossas grandes vitórias. Nossas crianças com câncer e graves doenças têm ali equipe especializada, ambiente lúdico e recebem atenção integral, são verdadeiramente acolhidas. Conseguimos, em parceria com a Abrace (Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias), encontrar a solução jurídica necessária para abrir o hospital, que começou a funcionar em novembro do ano passado. Com isso, mostramos que iniciativas entre o poder público e entidades não governamentais podem ser bem-sucedidas. Com menos de um ano de funcionamento, o hospital realizou 53 mil consultas, o dobro do previsto inicialmente. Em outubro, ele passou a oferecer novas especialidades. Além disso, assinei, no fim do ano passado, uma parceria entre o GDF e a Organização Mundial da Família (WFO) para a ampliação da unidade, com a construção de um segundo bloco. Com dois pavimentos de 21 mil m², o segundo prédio contará com 200 leitos, sendo 40 de terapia intensiva, e centros cirúrgicos, que também serão de ensino e pesquisa, para procedimentos de alta complexidade, como transplantes. A previsão é que o prédio seja entregue até o final de 2013 e comece a funcionar em 2014.

O GDF está conseguindo reduzir a violência?

Sim. E um dos grandes responsáveis por isso é o programa Ação pela Vida, que, pela primeira vez em 50 anos, permitiu uma integração entre as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e o Detran no combate à criminalidade. É uma forma mais inteligente e eficaz de trabalhar. Os resultados desse esforço conjunto demonstram isso. Se compararmos os registros de violência aos seis primeiros meses antes do início do programa com os atuais, vamos notar uma diminuição em vários tipos de ocorrências. Também é importante destacar que alcançamos índices históricos de apreensão de drogas e estamos atuando em parceria com o governo federal no enfrentamento ao crack.

Essa atuação integrada também tem ajudado a diminuir as ocorrências de sequestro relâmpago?
Se fizermos uma comparação com os seis primeiros meses antes da criação do programa Ação Pela Vida, vamos observar reduções importantes em diferentes tipos de ocorrência. E o sequestro relâmpago (assalto com restrição de liberdade) foi um dos que apresentaram maior impacto: o número de registros caiu pela metade em setembro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, passando de 76 casos para 31. Se considerarmos dezembro, a redução foi de 45%, entre os dias 1º e 22 deste ano houve registro de 22 casos. Nesse mesmo período do ano passado foram 49. Então, esse tipo de crime tem tido uma queda muito grande, que vem ocorrendo de forma progressiva. Prendemos muitos bandidos que atuavam no sequestro relâmpago. É um crime difícil de combater porque os autores agem na falha da pessoa. Eles, geralmente, abordam uma mulher sozinha no estacionamento, na saída do mercado ou de uma escola, por exemplo. Onde menos se espera, em um momento de descuido.

Quais medidas de reestruturação foram adotadas com foco na Copa e que também vão contribuir para modernizar a segurança do DF?

Estamos preparando a nossa polícia à altura dos desafios da capital do Brasil, para a segurança nos grandes eventos e para a proteção da sociedade. Praticamente todas as medidas adotadas relacionadas à administração pública da cidade terão reflexo nos eventos que receberemos nos próximos anos, como a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo, em 2014. Algumas influenciarão de forma mais direta, outras, de maneira indireta. As ações são para beneficiar principalmente a população do Distrito Federal, mas é inegável que os jogos internacionais deixarão um legado enorme para a cidade.

E qual investimento já foi feito no policiamento de nossas cidades?

Agora em dezembro, entreguei à PMDF novos instrumentos para intensificar o combate à criminalidade no Distrito Federal. A corporação conta com mais 383 viaturas, sete micro-ônibus, além de 3,5 mil armas de baixo poder letal. Em dois anos, os investimentos na Polícia Militar somam R$ 150 milhões, empregados na aquisição de viaturas, equipamentos, armas e em melhorias nos quartéis. Para o próximo ano, autorizei concurso para a contratação de mil policiais militares. Também estão entre as medidas para reforçar a segurança do DF, remanejar oficiais que operam em áreas administrativas da corporação para as ruas e instalar quase mil câmeras até 2014 – 40 delas no Setor Comercial Sul. As imagens serão monitoradas em uma moderna central de controle, o que permitirá o acompanhamento simultâneo de cada ocorrência.

O crack se espalhou como epidemia pelo país e, infelizmente, a capital federal sofre com isso. Como combater esse problema que também é de Saúde Pública?

Em uma força-tarefa, GDF e governo federal se uniram, pela primeira vez, no combate ao crack. Serão R$ 42,2 milhões, em repasses e aplicação direta da União até o fim de 2014, destinados a ampliar e inovar a luta contra essa e outras drogas. Isso é um momento histórico para o DF, resultado de um esforço concentrado. Enfrentar o crack só é possível por meio de uma política pública integrada e articulada, senão já começaríamos derrotados. As medidas preveem o aumento na oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários de drogas, o rigor no combate ao tráfico e às organizações criminosas e a ampliação das atividades de prevenção, além de capacitar profissionais para atuar no programa e intensificar o policiamento ostensivo, com instalação de equipamentos de monitoramento.

E qual é a ação mais imediata no combate ao crack?

Agora em dezembro assinei um decreto nomeando 500 servidores que atuarão nas áreas de Saúde, Assistência Social e Segurança Pública. Não adianta dizer que o combate ao crack é prioridade e não contratar pessoas para trabalhar no enfrentamento. Essa nomeação só foi possível graças ao esforço do governo em reduzir gastos de forma eficiente, destinando os recursos para as áreas necessárias. O Distrito Federal também tem se destacado inovando em estratégias diferenciadas para a população de rua e exposta ao risco do crack. Aqui, o trabalho contra essa droga começou com a criação, pioneira, do Comitê de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, criado em maio de 2011. Foi o marco da ofensiva do GDF no combate ao problema. Antes, isso se dava somente por meio de ações na área de Segurança Pública. É claro que vamos continuar combatendo o tráfico e o crime organizado, mas com um olhar diferenciado sobre o usuário por meio de um tratamento humanizado.

Há mais de uma década, o Ministério Público cobrava providências para melhorar o sistema de ressocialização dos internos do Caje. Que medidas o GDF está adotando para resolver essa questão?

Há uma série de medidas em curso que terão como resultado final o desativamento do antigo Caje, que é uma afronta ao sistema socioeducativo. Além das vagas criadas nas unidades de internação existentes e da contratação de novos servidores para a Secretaria da Criança, temos mais uma meta ousada: entregar até o final de 2014 sete centros de ressocialização para jovens em conflito com a lei. Das unidades previstas, três já estão em andamento e serão entregues em junho de 2013, nas cidades de Brazlândia e São Sebastião e, em outubro do mesmo ano, em Santa Maria.

Governador, neste ano o brasiliense sofreu muito com apagões. O que o GDF tem feito para recuperar o sistema de energia elétrico?

Quando tomei posse, coloquei como uma das prioridades desta gestão a melhoria do sistema de distribuição de energia no DF e a recuperação da CEB. Imediatamente determinei que fosse elaborado um plano técnico de recuperação da companhia, com o objetivo de garantir à população um serviço confiável e de qualidade. Assim, como em várias outras áreas, a situação era de sucateamento, com R$ 57 milhões em multas da Aneel e R$ 877 milhões em dívidas, com prejuízo de R$ 32 milhões em 2010. Realizamos em 2012 o maior investimento anual da história da CEB. Foram R$ 160 milhões em obras para beneficiar toda a população do DF. Inauguramos subestações e linhas de distribuição. Isso possibilitou o aumento de 35% da capacidade total instalada de toda a história da CEB. E muitas melhorias estão em andamento, com licitações lançadas e obras.

Quais metas o senhor não abre mão do cumprimento até o fim do seu mandato?

Nós precisamos erradicar o analfabetismo na capital do país. Essa é uma meta viável, porque temos um percentual aqui considerado baixo, de 3,6%, ou seja, pouco menos de 60 mil analfabetos, e sabemos onde eles estão. É pouco se comparado a qualquer lugar. Estou falando de menos de 4% da população. Mas o problema existe. Os governos anteriores até contribuíram para diminuir esses índices, mas só isso não é suficiente para nós. Queremos erradicar o analfabetismo. Isso tem um grande significado tanto para as pessoas que vão aprender a ler e a escrever como para o país, porque esse exemplo poderá ser seguido por outras unidades da Federação.

E quantos brasilienses já aprenderam a ler e escrever por meio dessa iniciativa?

Em 2012, formamos ao todo 6 mil pessoas que não eram alfabetizadas e participaram desse programa, o DF Alfabetizado. Esses dias fui à formatura de 170 turmas de alfabetização. Havia 3 mil alunos. A coisa mais linda e gratificante para um gestor público é ouvir os relatos, a maioria de mulheres e de idosos. É ver o grau de satisfação dos cidadãos em receber a primeira carteira de identidade com a sua assinatura. Fizemos isso já associados ao Instituto de Identificação, o que permite um ganho simples, mas inestimável para essas pessoas: elas poderão assinar o próprio nome na carteira de identidade, e não mais terão apenas as impressões digitais no documento. Isso é cidadania. É uma meta que vamos perseguir com determinação. Também asseguramos que todos os formandos deem prosseguimento aos seus estudos, garantindo vagas na rede pública. Começaremos 2013 com novas turmas, com mais 7,5 mil matriculados no DF Alfabetizado.

Quais outros avanços o senhor destacaria na área social?
Lançamos com sucesso o DF Sem Miséria, programa que integra ações e políticas para erradicar a pobreza, promover a cidadania e garantir à toda a população o acesso a serviços públicos. Fizemos isso unificando as bases de dados dos beneficiados, por meio do Cadastro Único para Programas Sociais da área federal. Incluímos mais de 22 mil famílias que nunca participaram de programas do governo. Além disso, complementamos o benefício repassado pelo governo federal com valores entre R$ 100 e R$ 300, para que nenhuma família daqui receba menos do que um salário mínimo.  Também garantimos tarifa de energia elétrica mais barata para 50 mil beneficiários. Abrimos dois restaurantes comunitários, três Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e um Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP).

As creches também estão entre as metas prioritárias do governo?

Sim. Vamos buscar a universalização do acesso à educação infantil. Sabemos que, com a construção das creches, estamos valorizando a família e investindo em diversos setores, inclusive na economia, já que o benefício permite aos pais sair para trabalhar com tranquilidade, sabendo que os filhos estarão bem cuidados e alimentados. Temos uma meta ousadíssima: construir 116 creches, com cerca de 300 vagas cada, até o fim de 2014. São unidades de altíssimo nível nas áreas mais pobres do Distrito Federal. Já inauguramos três, que funcionam em tempo integral, em Brazlândia, São Sebastião e Estrutural, e firmamos convênio com 51 entidades para prestar atendimento a esse segmento. Para o início do ano letivo de 2013, a previsão é entregar mais três, nas regiões de Planaltina, Riacho Fundo e Samambaia. E já está em andamento uma licitação para construir, em breve, 31 Centros de Educação à Primeira Infância.   18 – Essa gestão também reformulou os programas habitacionais do GDF, não é mesmo? Sim. Pela primeira vez uma gestão do GDF garantiu transparência no cadastro da habitação, divulgando a ordem de classificação dos inscritos. Agora, o processo tem transparência. A pessoa sabe exatamente quantos estão na sua frente, qual a pontuação de cada um, pode acompanhar o andamento da fila. E não há mais a distribuição de lotes, mantida por governos anteriores e tão prejudicial ao DF. Agora as unidades habitacionais são financiadas pela Caixa, pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida. Entregamos unidades com escritura e infraestrutura completa: rua asfaltada, água encanada, urbanização, energia elétrica. Isso significa dignidade para as famílias beneficiadas. Já lançamos 30 mil unidades habitacionais em Samambaia, Gama, Santa Maria, Sobradinho, Recanto das Emas, Paranoá, Riacho Fundo II e Jardins Mangueiral. Serão 100 mil até 2014. Também está em andamento o programa Regularizou, é seu!, com mutirão de entrega de escrituras para quem não tem o documento ou mora em áreas irregulares, mas passíveis de regularização. Já beneficiamos 50 mil famílias.

O transporte público é uma das áreas que mais sofre reclamações da população. O que está sendo feito para mudar isso?

Estamos licitando o transporte público no Distrito Federal e vamos ter 100% da frota de ônibus renovada. Para isso, tivemos que enfrentar os grupos que atuavam no DF. Nenhum governo teve a coragem de fazer isso e terminava sendo conivente com essas empresas, que prestavam um serviço de péssima qualidade. Em seis meses, os vencedores terão que colocar ônibus novos nas ruas. Nosso objetivo é que, na metade do próximo ano, a frota já tenha sido renovada. Além disso, estamos construindo os corredores somente para ônibus, chamados de Expresso DF, que ligarão o Gama e Santa Maria ao Plano Piloto. Há, também, as vias exclusivas para os coletivos, que são uma forma complementar. Elas já estão funcionando em vários lugares como na Estrada Parque Núcleo Bandeirante e na W3. A prioridade é incentivar o uso do transporte público, e para isso é preciso oferecer deslocamento com rapidez, conforto e segurança.

O que o senhor destaca como uma boa notícia de fim de ano para os brasilienses?

Pela primeira vez em 20 anos, alcançamos, em novembro, a menor taxa de desemprego, inferior a 11%. Estamos criando postos de trabalho em ritmo acelerado no Distrito Federal, numa velocidade muito maior que no restante do país, onde a geração de empregos demonstra uma tendência à desaceleração se comparada à 2011. O que falta não é emprego, mas qualificação. Por isso o GDF, por meio da Secretaria de Trabalho, tem investido em programas como o Qualificopa e o + Autonomia. Outra iniciativa que contribui para este cenário positivo é o Prospera, programa de crédito criado pelo GDF direcionado a empreendedores. Somente neste ano, cerca de R$ 5 milhões já foram aplicados com o objetivo de impulsionar novos empreendimentos.

Muitas ações foram realizadas na área da Transparência. Quais foram os avanços obtidos?

Com muito orgulho, posso dizer hoje que este governo deixará, sem dúvida, a marca da Transparência nesta cidade. E mais ainda: já somos referência para o país. Prova disso é que o nosso secretário de Transparência e Controle (secretaria criada no início do governo), Carlos Higino, foi convidado para assumir o cargo de secretário-executivo da Controladoria-Geral da União (CGU), um reconhecimento que o trabalho feito aqui está afinado ao do governo federal. Tivemos inúmeras ações pioneiras, como a exigência de Ficha Limpa para os comissionados. Também fomos a primeira unidade da Federação a instituir a Lei de Acesso à Informação, em maio de 2012. Logo no início da nossa gestão, foram realizadas 14 mil auditorias em todas as áreas e programas de governo para análise dos contratos. As empresas irregulares foram punidas e entramos com processo para que o dinheiro desviado seja devolvido aos cofres públicos. Também agimos de forma pioneira com a vedação ao nepotismo no GDF, com regras claras e transparentes. Além disso, criamos o Portal da Transparência, que já foi elogiado publicamente pela presidenta Dilma Rousseff.

Qual a expectativa para Brasília como sede da Copa das Confederações e cidade-sede da Copa do Mundo de 2014?

Estamos na contagem regressiva e com a preparação da capital federal a todo vapor. Às 16h de 15 de junho de 2013, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha será o palco da abertura da Copa das Confederações, com a partida entre a Seleção Brasileira e o time do Japão.  Estaremos prontos para realizar uma grande festa, para mostrar Brasília ao mundo, receber os turistas de forma calorosa e aproveitar os investimentos que virão para aquecer nossa economia. O estádio está com as obras adiantadas. Hoje, estamos com 87% da construção finalizada e com a primeira etapa da cobertura pronta. No início do mês, concluímos o içamento dos cabos que irão sustentar a cobertura. Em 15 de abril, na data estabelecida pela FIFA, o estádio será entregue. E queremos inaugurá-lo como presente para a população dentro das comemorações dos 53 anos de Brasília, numa grande festa.

E vale a pena investir tanto dinheiro em um estádio?

O investimento não é só no estádio. Brasília é uma antes dos grandes torneios e será outra após. Além de um estádio número um em sustentabilidade, a oportunidade de realizar a abertura da Copa das Confederações (2013) e receber o máximo de jogos da Copa do Mundo (2014), sete ao todo, é um potencializador de investimentos em obras de infraestrutura e mobilidade urbana, qualificação profissional e desenvolvimento do turismo, que ficarão como legados para a capital. O que já pode ser percebido. Por ser sede da Copa, Brasília receberá do governo federal cerca de R$ 3 bilhões em obras de mobilidade urbana, infraestrutura e segurança, o que comprova o poder transformador dessas competições. Outro legado será a revitalização da área central de Brasília. Um conjunto de projetos de urbanização e paisagismo vão melhorar o fluxo de pedestres, ciclistas e veículos. Esse será o grande legado: investimentos para a cidade, economia aquecida, mais emprego e trabalhadores capacitados. Isso mostra o poder transformador desses torneios esportivos.

Governador, há uma preocupação de que os estádios virem elefantes brancos após os eventos esportivos. Como o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha será usado após os torneios?

Desde o início da escolha de Brasília como uma das sedes, nos empenhamos para que o estádio seja um instrumento de desenvolvimento econômico para a capital federal. Estamos trabalhamos para inserir a nossa cidade no circuito de grandes eventos. A arena será um grande centro de lazer. Teremos restaurantes, lojas, museu e espaços para shows e espetáculos. Já temos eventos esportivos, culturais e congressos agendados até 2019. Antes mesmo da Copa do Mundo de 2014, faremos licitação para que o estádio seja administrado por uma empresa ou consórcio de empresas. Muitos já nos procuraram manifestando a intenção de administrá-lo. O estádio também vai atrair turistas, aumentar a ocupação de hotéis, bares, restaurantes, movimentando o setor de Serviços. Isso, além de aquecer a economia, gerar emprego e renda, irá, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da nossa população.

Quais as perspectivas para gestão em 2013 e 2014?

Temos uma perspectiva maravilhosa. Foram dois anos duros de recuperação e enfrentamentos. Agora, entraremos na fase de entregar o que planejamos e honrar os compromissos que assumimos. Em 2013, vamos investir R$ 3,5 bilhões nas áreas de Transporte Público, Saúde, Educação e Segurança Pública. Até maio do ano que vem, teremos novos ônibus nas ruas e celebraremos a conclusão das obras do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Além disso, vamos continuar a recuperação da CEB, com investimento total de R$ 300 milhões, e iniciaremos a ampliação do sistema de drenagem para evitar inundações. Também vamos começar a transferir os órgãos do governo para o novo Centro Administrativo, em Taguatinga. O investimento vai proporcionar economia aos cofres públicos e modernização da administração pública do DF.

Entrevista exclusiva, o governador Agnelo Queiroz diz que vai cobrar mais ousadia de sua equipe em 2013

Governador Agnelo Queiroz vai cobrar mais ousadia de sua equipe em 2013

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À meia-noite de amanhã, o cronômetro político começa a contar a segunda metade do governo de Agnelo Queiroz (PT). No meio do prazo em que prometeu promover mudanças estruturais para melhorar a qualidade de vida de milhares de brasilienses, o petista faz um balanço do período que passou e reafirma metas para os próximos dois anos. Em um exercício de avaliação sobre o próprio desempenho e o de sua equipe, o chefe do Executivo acredita que tomou a decisão correta ao implementar mudanças de políticas públicas em áreas essenciais, a exemplo da saúde, da habitação e da segurança.
Mas Agnelo admite que alguns avanços ainda não apareceram como gostaria. “Uma questão de tempo”, segundo explica: “É natural que os resultados venham paulatinamente quando se mudam ações estruturantes”. Com as finanças em dia e um cenário político equalizado, o governador aposta que 2013 reúne conjuntura favorável para ser o grande ano de sua administração. “Dedicaremos 2013 à gestão, período em que vamos melhorar a qualidade dos gastos, aumentar as parcerias, diminuir prazos de entrega”, promete.
Qual a avaliação que o senhor faz do governo em 2012?
 Esse foi um ano muito importante porque nós não só arrumamos a casa, com a consolidação da institucionalidade do governo, mas também desenvolvemos politicas publicas em diversas áreas. A população já começa a sentir diferença e, a partir de 2013, vai notar ainda mais as melhorias. É natural que os resultados venham paulatinamente quando se mudam ações estruturantes. Também foi um ano importante do ponto de vista do equilíbrio financeiro do governo estávamos em uma situação muito grave, sempre com aquela ameaça de extrapolar o limite prudencial e  descumprir a lei. Se isso ocorresse, limitaríamos nossa capacidade de novos investimentos, ficaríamos impossibilitados de contratar gente e de conceder reajustes.
O GDF então saiu da zona de risco da lei de responsabilidade fiscal?
O governo esta ganhando essa queda de braço fez um esforço para diminuir os gastos de custeio. Com isso, saímos desse limite, o que nos permitiu contratar mais gente nas áreas essenciais, como saúde e educação. Foi uma demonstração de eficiência da nossa are econômica, do planejamento, da fazenda e da casa civil, também temos o que comemorar do ponto de vista politico. Este foi um ano em que desmascaramos adversários interessados em instalar o crime no DF em desestabilizar nosso governo por que não conseguiram entrar aqui, ou não conseguiram continuar mamando como ocorria no passado. Com um orçamento ajustado e um ambiente politico de equilíbrio, posso dizer hoje que o governo esta preparado para dar um grande saldo, ajustado para importantes investimentos em 2013, pronto para inaugurar uma grande quantidade de obras em curso.
O que significa um grande salto na saúde? O que os usuários do sistema podem esperar para o ano que entra?
A partir de 2013, as politicas que estão sendo implantadas começam a dar resultados. Há uma mudança do modelo de assistência que estava todo concentrado em hospitais. Estamos alterando isso para área de atenção primaria, rede de urgência e emergência. Se com quatros UPAS (unidades de pronto atendimento) que inaugurei já melhoramos a situação dos prontos- socorros dos hospitais, imagina quando abrimos mais seis unidades em 2013? Ai a população vai perceber a melhoria, porque será mais bem atendida nos casos de menor gravidade e, quando precisar do sistema de saúde para situações mais graves, terá hospitais muito mais bem preparados, que vão precisar dividir a atenção com ambulatório e casos de baixa gravidade.
No DF, a gestão da saúde quase sempre produziu maus exemplos. Acredita que ainda seu governo dará conta de inverter a má impressão. Brasília poderá um dia ser modelo nessa área?
Tenho certeza de que, ate 2014, ainda seremos uma referencia nacional na assistência de saúde de qualidade. Sabemos que quanto mais o sistema melhorar, mais gente de fora vira para ser atendida no DF. E um problema concreto. Entretanto, nossa obrigação e ter um sistema de saúde de boa qualidade para nosso povo e para que vem. Ainda temos muito o que melhorar, mas posso dar exemplo de avanços nesses dois anos que colocaram Brasília já no cenário nacional.
Em que áreas, o senhor pode detalhar?
No atendimento à criança, já damos um belo exemplo e vamos melhorar ainda mais a partir a construção do hospital com mais 200 leitos anexos ao hospital da criança, que hoje já atende 5 mil pacientes por mês em diversas especialidades pediátricas. Também nos tornamos referencia em transplante do coração, com o maior numero de operações por habitante, mesmas marca atingida no caso dos transplantes de rins e de córneas. Com relação à prevenção investimos muito na carreta da mulher, com a cobertura de exames para detectar o câncer de colo do útero e de mama, e uma medida muito eficiente, porque nos vamos ao encontro da mulher, nos lugares mais distantes e difíceis, onde a comunicação e mais complicada. Desde março fizemos 25 mil exames entre mamografia, Papanicolau e ultrassonografia. Trata-se uma experiência fantástica, que esta sendo copiada em outros lugares do brasil. Na atenção primaria, nossa politica de combate a dengue este ano e outro exemplo. Estamos acabando 2012 sem nenhuma morte. No passado, foram registrados milhares de casos, com mortes, inclusive. Os mutirões de cirurgia, usando o período da noite e de fim de semana, também viraram um sucesso, ação que começa a ser reproduzida em alguns lugares do país. Fizemos 3 mil cirurgias em oito especialidades sem construir uma sala cirúrgica, nem contratar um profissional, tudo remunerando como horário extra feito pelos médicos e assistentes da própria rede.
Ainda assim, há uma fila de 20 mil pessoas que aguardam por essas intervenções cirúrgicas. Ate quando os pacientes vão esperar?
Ate o meio do próximo ano, queremos chegar a 17 mil operações. Havia uma fila enorme de cirurgias consideras menos graves que se formou em função da falência do sistema publico que só realizava os casos considerados graves. Todo o nosso esforço e para acabar com essa fila, por isso a meta de realizar 17 mil cirurgias em 2013, deixando que o sistema absorva naturalmente o residual.
Em relação à educação, o que se pode esperar de avanço? E possível ir além das obras físicas, melhorar a qualidade de ensino para que reflita na media dos exames nacionais?
Nosso grande objetivo e avançar na alfabetização. Formamos 3 mil alunos este ano. E um número expressivo, mas vamos prosseguir com essa politica, só que de maneira ainda mais ofensiva. Outra prioridade será universalizar o acesso a creche. Vamos lançar no começo do ano a construção de 31 creches nas áreas mais necessitadas de muitas cidades para atender crianças com idade entre zero e seis anos. Ainda no primeiro semestre, anunciaremos pacote com mais 83 unidades e, assim, dobraremos o numero de vagas, o que, de acordo com nossos cálculos, vai atender todo o publico que necessita desse serviço. Outra meta importante são as escolas técnicas em que temos parceria com o governo federal. Chegaremos em 2014 com 14 escolas técnicas espalhadas pela cidade, uma cobertura que não existia. Também ampliaremos o numero de escolas de ensino fundamental e de ensino médio, focadas na melhoria da qualidade de ensino com investimentos na qualificação e treinamento de professores e de profissionais da educação.
Estivemos recentemente na estrutural. Onde constatou que o centro olímpico da cidade, construído com um braço do sistema educacional, estava vazio em um dia de semana às 11h da manha, com o sol de 29°C. A própria administração da estrutural confirmou que há 2 mil vagas ociosas. De que adianta construir um complexo desses se as crianças não estão usufruindo?
Neste momento, temos 30 mil crianças matriculadas nas mais diversas modalidades em nove centros olímpicas. Esses alunos têm aulas regulares. Os centros podem, sim, ser usados para recreação, mas e necessário que isso ocorra em horário compatível e com temperaturas condizentes com o bem-estar dos estudantes. La na estrutural mesmo nos inaugurou uma creche a 50 metros do centro olímpico, em que mesmo as crianças pequenas estão usufruindo do espaço como extensão da escola.
Há alguns dias, o senhor fez um balanço com a equipe de governo quando cobrou capacidade de execução do orçamento, em outras palavras, eficiência administrativa. Esta mesmo disposto a demitir quem não se enquadrar?
Não haverá tolerância. A frase que usei no dia da reunião de governo foi “agora e entregar, ou entregar”. Não tem mais desculpa. No inicio, tivemos dificuldade de gestão, a maquina estava totalmente desestruturada, o que era muito ruim para a administração publica. Passamos por um momento de recuperação, mas agora e preciso de uma ação mais arrojada do gestor, não se pode recuar no primeiro obstáculo, há que se usar a criatividade, buscar parceiros na sociedade, outras formas de financiamentos disponíveis para reforçar o orçamento das secretarias. Um exemplo e recorrer o máximo possível às parcerias com o governo federal, que e um governo amigo e esta inserido em quase todas as grandes politicas do DF, mas, de vez em quando, me surpreendo com uma ou outra área que não conseguiu atrair programas a disposição dos governos estaduais. Isso não pode acontecer. Temos que ter mais ousadia, e isso eu vou exigir com muito mais energia. Tive de ter paciência diante do caos que encontramos. Mas agora chegou a hora das cobranças, de se cumprir prazos estabelecidos. Dedicaremos 2013 a gestão, período em que vamos melhorar a qualidade dos gastos, aumentar as parcerias, diminuir prazos de entrega.
O senhor confirmou que vai exigir, ate com demissões, capacidade de gestão de sua equipe. Dispensara a mesma energia para cobrar coerência politica e lealdade de seus secretários?
Era uma obrigação chamar para o governo todas as pessoas que demonstravam interesse em trabalhar para uma cidade melhor para ajudar no projeto de construir um DF mais justo. Evidente que era correto chamar todos que topassem enfrentar os obstáculos, o crime os carteis, as dificuldades de administração. Foi o que fiz. Mas, a partir de agora, vai ficar no governo quem estiver nesse projeto, quem quiser voltar ao passado não vai estar mais. Não vou admitir praticas que existiam nos governos passados, não vou retomar relações contaminadas do passado. Não tenho duvida de que vamos consolidar um conjunto de partidos e de políticos que querem o bem da cidade.
Um de seus principais assessores, o secretario de transparência, Carlos Higino, vai deixar o governo assumir a secretaria executiva da controladoria-geral da união. Já tem um nome para substitui-lo?
Esse convite foi uma surpresa. Há alguns dias, o ministro Jorge Hage, da CGU, conversou comigo sobre o assunto. O Higino estava fazendo um trabalho espetacular, e um quadro excelente nessa área no brasil. Temos o prejuízo de perdê-lo, mas temos o orgulho de cedermos alguém que estava desenvolvendo um trabalho de referencia para ser vice-ministro em um setor tão importante para o país. E um sinal de as coisas estão mudando no DF, porque, há dois anos, buscar quadro numa área dessas no DF seria absolutamente inviável. Passamos por uma mudança muito grande de credibilidade. Brasília esta na vanguarda das iniciativas de transparências, como na questão da ficha limpa para servidores, do combate ao nepotismo, das informações que prestamos mais completas antes da lei nacional de acesso a informações. E vamos continuar a investir para radicalizar ainda mais na transparência. Há previsão de recebermos recursos do BID (banco interamericano de desenvolvimento) e uma parte desse dinheiro vamos colocar na transparecia.
No processo de eleição para a mesa diretora da Câmara legislativa, o senhor apoiou publicamente o nome de Wasny de Roure (PT), que acabou vitorioso. Será mais fácil governar a partir dessa demonstração de força politica?
Com a eleição do Wasny, ganha a instituição, que terá um presidente respeitado, correto com serviços prestados; o povo do DF e o governo também. Significa que teremos uma relação cordial, respeitosa, transparente, construtiva, entretanto independente.  Os poderes podem trabalhar em harmonia para o bem da população, como fizemos em um passado recente para a aprovação de projetos importantíssimos, sem aquela queda de braço politica só para prejudicar o governo. Estou muito animado com a nossa atual conjuntura, que e muito favorável. Torço para que uma parceria em nome da cidade se estenda a outros órgãos, como o Ministério publico, Tribunal de justiça, Tribunal de contas, cada um na sua área fazendo um esforço para recuperar a imagem das instituições que ficaram comprometidas  com a crise de 2009.
O acordo que garantiu a eleição de Wasny passa pelo convite a Patrício (PT) para se tornar secretario. Esta de pé?
O Convite esta mantido, mas ele ainda não deu uma resposta. Patrício teve um mandato com êxito e as condições estão dadas para que repita esse desempenho no executivo. No começo do ano, vamos sentar novamente para conversar sobre essa possiblidade.
No dia de encerramento dos trabalhos, os deputados derrubam um veto do senhor para o projeto que aumenta salários para servidores da câmara legislativa e do tribunal de contas do DF. Essa decisão do legislativo pode comprometer a capacidade do executivo de melhorar os salários de outras categorias?
Vetei essa proposta porque ela e inconstitucional, por que esse aumento teria de estar previsto na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e não está. Além disso, esse e um aumento que não corresponde ao momento de austeridade do governo. Não posso concordar com um reajuste retroativo, como e o caso do TCDF. Não e correto. 
Depois de um período tenso, marcado por uma longa greve da policia civil, o senhor terminou o ano oferecendo aumento de 15,8% para a categoria de policiais civis, militares e bombeiros. O percentual, no entanto, não atende as reivindicações dos agentes da Civil. Ainda há margem para negociação?
Fizemos uma proposta que é um avanço grande. Chegamos a um percentual que a União concedeu para os servidores federais, valor igual para todos o mesmo que estou concedendo para policia militar. No caso da civil, além da correção nos salario também atendemos, nos últimos dois anos, praticamente toda a pauta de reivindicação desses policiais. Conseguimos que a Presidente Dilma mandasse para o congresso o aumento do efetivo em mais de 3 mil servidores, só neste ano devem ingressar mais 500. Diminuímos os interstícios para as promoções, o que foi uma conquista. Também conseguimos incluir os cargos comissionados nos plantões, o que era uma reivindicação antiga  categoria, porque quem esta na delegacia, no atendimento ao publico, não esta prestigiado, valorizado , e nos assim fizemos. Tinha um passivo trabalhista que pagamos, além disso, esta engatilhado o plano de saúde desses trabalhadores, que vai ser implantado a partir de 2013. Portanto, essa e uma área em que o governo deu um tratamento especial. A única pendencia na verdade e com relação que ao agentes chamam de equiparação do teto deles com o piso dos delegados. Mas essa medida depende de uma ação lá no governo federal, seria uma mudança na carreira e, caso isso ocorra com os agentes federais, os do DF também terão direito pelo principio da isonomia.
Já que o governo chega ao fim do ano comemorando contas mais ajustadas, há folga para aumento salarial de outras categorias, ou o freio continuara puxado?
O freio continua puxado, porque o exame será sempre muito rigoroso e dentro das possiblidades reais das finanças, nada será feito sem planejamento, de forma aventureira, como infelizmente eu peguei em uma completa falta de controle com os gastos de pessoal. Nos setores onde já existe condição, vamos paulatinamente adotar o padrão igual ao da área federal. Assim, a gente assegura o poder de compra do trabalhador, recuperando a inflação do período de forma estável. Vamos poder fazer isso em áreas essenciais, como segurança, saúde e educação.
Na lista de metas para o ano-novo, o senhor não colocaria segurança publica como uma das prioridades?
Vamos intensificar bastante os investimentos em tecnologia o que nos dará maior condição de monitoramento por parte das nossas policias. Hoje já dispomos de dados detalhados, características de crime, como horário e onde ocorreu, tudo integrado, isso nos permitiu intensificar o combate ao crime. Acabei de entregar 383 veículos, que agora somam 1,2 mil viaturas, uma renovação substancial, além de dois helicópteros e de armas com baixo efeito letal, foram mais de 3,5 mil. Estou fazendo um concurso para mais mil policiais militares em 2013, além disso, autorizei o comandante da PM para que contratasse segurança privada, o que permitira a liberação de mais policias para rua. Estou dando o exemplo da PM para que contratasse segurança privada, o que permitira a liberação de mais policias para rua. Estou dando o exemplo da PM, mas estamos fazendo o mesmo na Civil, dando mais condições para investigação e elucidação dos crimes. Além disso, estamos tomando medidas especificas em relação ao combate ao crack e outras drogas, porque 95% dos homicídios estão relacionados a entorpecentes. Serão aplicados  R$ 42 milhões nas ações de combate as drogas. Tenho consciência de que a politica que estamos adotando de integração das policias esta no caminho certo, mas não temos um retorno tão rápido, tão abrupto. Aparecera com o tempo, isso posso garantir.
Um jornal desta Cidade publicou em dezembro a série ‘’ O poder das Terras’’ em que detalhou a situação de fragilidade jurídica na qual um terço da população do DF esta inserida. Esse quadro será alterado ate 2014?
Essa e outra área onde considero que houve uma mudança importante em relação ao passado. Optamos por fazer um politica de regularização. Estamos em uma cruzada pela legalização, o que nos permitira fazer novos investimentos. Essa precariedade, às vezes, acomete cidades inteiras, como e o caso da estrutural, Paranoá, São Sebastião, Sobradinho II, Porto Rico, Pôr do Sol, Sol Nascente, Vicente Pires. Em Ceilândia, por exemplo, entregamos as escrituras em varias quadras onde as pessoas viviam há décadas sem segurança jurídica. Além disso, estamos fazendo um esforço grande para regularizar as férias e quiosques, onde quem trabalha não tem documento nem estabilidade. E nossa meta regularizar as terras rurais, as igrejas, a Ceasa, que funciona há 30 anos sem documentos.
A contratação pelo GDF de uma empresa de consultoria de Cingapura para planejar o desenvolvimento de Brasília causou grande polêmica este ano. Há quem defenda que este trabalho poderia ter sido feito com quadros locais. Como o senhor justifica essa decisão que despertou tantas criticas? 
O que falam sobre esse assunto é um misto de miopia com má fé. Em certo sentido, fico até satisfeito, pois se algumas pessoas precisam distorcer para criticar meu governo, e porque não tem nada de concreto para falar. Mesmo a gente divulgando amplamente que estávamos fazendo um contrato de cooperação técnica para planejar o desenvolvimento econômico do DF, alguns que não querem que a cidade de certo disseram que eu estava fazendo um novo planejamento urbanístico, dê arquitetura. O que e um absurdo e revela má fé, porque nossas intenções foram amplamente divulgadas. O desenvolvimento econômico exige base técnica e cientifica. No mundo globalizado, ninguém faz investimento se não houver uma consistência econômica. Os projetos estão modernizados, precisam ser integrados. Além das empresas, é necessária a oferta de serviços, de escolas, formação de mão de obra, lazer, qualidade de vida para que as pessoas sejam felizes onde trabalham. Uma cidade moderna precisa ter um desenvolvimento econômico descentralizado para evitar a concentração de posto de trabalho só no centro de Brasília. Ao fazermos um planejamento econômico descentralizado, estamos preservando nossa estrutura urbanística, diminuindo a pressão sobre nosso patrimônio cultural, lutando para ter uma cidade plena, que seja inclusive modelo de sustentabilidade.
Quando as pessoas vão sentir uma melhoria real nos meios de transporte públicos?
Essa e uma politica que vem sendo implementada, mas as pessoas só percebem um pouco mais a frente, quando os ônibus novos estiveram circulando, quando as vias exclusivas e corredores estiveram prontos para que as pessoas compreendam como vai ser. Criamos uma central de operação de controle, onde vamos administrar todo o sistema de transporte, o que dará confiabilidade, além de conforto, com deslocamentos mais rápidos. La para setembro de 2013, teremos o primeiro corredor exclusivo pronto ate o fim de 2013, o material rodante também estará disponível, além de varias outras obras, como o expresso DF Norte, que liga Planaltina, Sobradinho ate o Plano, o Oeste, que vem de Ceilândia. No começo do ano, vamos colocar para funcionar maior quantidade de carros na via exclusiva da EPTC. A cada dia damos mais um passo.
Entres idas e vindas de liminares judicias, o governo anunciou os vencedores da licitação para o Transporte publico em duas bacias. E possível dizer que o cartel dos ônibus no DF foi derrotado?
Passamos 50 anos sem licitação para esse setor, com empresas atuando sem contratos. Já estão habilitadas duas empresas e teremos 30 dias para apresentar as restantes. Nossa expectativa e anunciar o resultado final dos vencedores ate fevereiro. Ai eles terão um prazo de seis meses para colocar ônibus novos nas ruas. Mesmo com decisões da Justiça, ninguém tinha coragem de enfrentar esse grupo, uma situação que estava estabelecida havia anos. Partimos para uma guerra judicial brutal, mas nosso esforço foi produtivo, estamos chegando lá, mostrando que quando se tem vontade politica, disposição para mudar, não há cartel que sobreviva.
  Fonte C/B colaboração Ceilandiaemalerta.com.br

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Agnelo se dá nota 6 de presente e espera ter um 8 ou 9 em 2014


Para governador, saúde vai bem, mas ainda é o maior desafio
Hoje, nota seis. Quem sabe em 2014, ao término do mandato, algo em torno de 8, talvez nove. Esses são os números (numa escala de 1 a 10) a que o governador Agnelo Queiroz se presenteou (e espera ter de presente) neste Natal.
Em um balanço dos dois primeiros anos à frente do Palácio do Buriti, o governador afirmou que a percepção de que a saúde pública no Distrito Federal está ruim é de pessoas que não precisam do serviço. Agnelo garante que a situação na saúde é bem melhor do que quando assumiu o governo.
- Eu tenho pesquisas. Quem não vai, que tem plano de saúde, avalia como péssimo o sistema público porque não vai lá”, explicou, segundo informa o G1. “Quem vai já avalia muito melhor. E o servidor que está lá [trabalhando nas unidades públicas de saúde], ele está vendo [a melhora]. E olha que eu não consegui dar benefício nenhum para eles ainda, então [eles] ainda têm certa dificuldade comigo.”
 Para o governador, a saúde é, junto com habitação e transparência, uma das áreas que se destacou positivamente até agora. Ele afirma que mudanças importantes foram realizadas com a descentralização do atendimento em hospitais, a contratação de 7 mil servidores e a compra de equipamentos de última geração, mas reconhece que ainda há muito a ser feito – especialmente em relação a medicamentos.
“O pouco que falta [de remédio] é licitação, às vezes dá vazio, a gente tem que respeitar os prazos. É muito pela estrutura mesmo. Mas mesmo assim acho que a gente pode planejar melhor e nem isso faltar. Nós precisamos melhorar a estrutura de logística. É por isso que eu digo: tem coisas [que estamos] fazendo que são positivas, mas nós precisamos melhorar a logística de medicamento, por exemplo.”
Já as maiores dificuldades, aponta, estão na área de educação. Uma das medidas previstas para amenizar o problema é a criação de 116 creches em período integral. Atualmente, a capital do país tem pelo menos 11 mil crianças com até 5 anos fora da escola por falta de vagas. O número corresponde aos pedidos registrados no telematrícula que não foram contemplados. Paranoá, Samambaia e Plano Piloto têm os índices mais altos.
Mas, apesar de se atribuir uma nota baixa, Agnelo não descarta a possibilidade de tentar a reeleição no Distrito Feral. “Eu preciso fazer bem o mandato que a população me deu”, afirmou. “Sobre o futuro, é evidente que só a vida pode mostrar o amanhã, e a própria população.”
Segundo o chefe do Executivo local, a avaliação mediana destes dois primeiros anos se deve aos problemas encontrados quando ele assumiu o governo. Agnelo classificou o período como de “reorganização da casa”, enquanto os próximos serão de efetiva implantação das promessas eleitorais. O objetivo é terminar o mandato com nota 8 ou 9.
“[Esta foi a] fase em que você traçou as políticas, elas estão em implantação, e essas políticas, para que haja uma percepção da população de que melhorou, não é de uma hora para outra”, afirmou o governador.
Entre as promessas essenciais que ele diz que vai cumprir até o final de 2014 estão o resgate do sistema público de saúde, mudanças na área de habitação, construção de creches de tempo integral, ressocialização de crianças e adolescentes infratores e melhorias na segurança pública. Além disso, o governador afirmou que vai implantar um transporte público de qualidade e uma política efetiva de resíduos sólidos. por Redação com o G1 e www.daquijornaldf.com.br 

Operações e horários especiais para as festas de ano novo


  Da Redação



Operações e horários especiais para as festas de ano novoFoto: Mary Leal
Intensificação do policiamento, fiscalização no trânsito e aumento da oferta de transporte coletivo nos feriados estão entre as ações
Várias operações no trânsito e em locais festivos ou com grande fluxo de pessoas estão sendo realizadas para garantir mais segurança e tranquilidade durante o período de fim de ano. O Batalhão de Trânsito dobrou o efetivo de policiais na área central de Brasília e reforçou as equipes que atuam nas regiões administrativas.

A operação começou no início do mês e seguirá até janeiro. Ela inclui rondas nas entrequadras das asas Sul e Norte, nos estacionamentos dos principais centros e nas áreas comerciais. Durante a noite, também são feitas abordagens para verificação do uso de álcool por motoristas.

"Além do Plano Piloto, que tem um fluxo mais intenso de pessoas, também tivemos o cuidado de reforçar o contingente nas regiões administrativas", explica o comandante do Batalhão de Trânsito, tenente-coronel Anderson Moura. Cerca de 150 homens estão distribuídos em pontos estratégicos do Plano Piloto e em localidades como Taguatinga, Ceilândia e Gama.

O planejamento para o show da virada na Esplanada dos Ministérios está em fase de ajustes. Por enquanto, a previsão é de 60 policiais de trânsito para atuar no local. Quem pretende sair de casa nesses dias e aproveitar a programação de ano novo também pode fazer a sua parte. A dica é respeitar a legislação, estacionar em locais adequados e não misturar bebida e direção.

Transporte - Os ônibus do transporte público coletivo terão horários e linhas diferenciados durante os feriados. No dia 31 os ônibus circularão nos mesmos horários de sábado. As linhas com destino à Rodoviária do Plano Piloto terão reforço, de acordo com a demanda, das 19h do dia 31 de dezembro até as 5h do dia 1º de janeiro. O objetivo é atender as pessoas que participarão da festa de réveillon na Esplanada, com previsão de público de 150 mil.

A linha 103.1 (Rodoviária do Plano Piloto - Prainha) será reativada para facilitar o acesso à festa, às margens do Lago Paranoá. Haverá viagens extras, de acordo com a demanda, das 18h do dia 31 de dezembro às 6h do dia 1º de janeiro. Ao longo do dia 1º, o transporte público funcionará nos mesmos horários de domingo.

O metrô vai operar das 6h do dia 31 às 2h do dia 1º de janeiro. Entre 0h e 2h do dia 1º, o embarque será feito somente na Estação Central (na Rodoviária do Plano Piloto), e o desembarque, em todas as estações.

Viagens - A direção do Aeroporto Internacional de Brasília estima um movimento de aproximadamente 188 mil passageiros entre os dias 28 e 31 de dezembro. Por isso, o atendimento recebeu reforço, e um esquema foi montado para organizar o fluxo de pessoas. A sala de embarque foi ampliada, e dois novos portões, abertos nessa ala.

A previsão da Infraero é que cerca de 1,3 milhão de passageiros passem pelo aeroporto até o fim de dezembro, o que representa um aumento de 8% em relação ao ano passado.