DAQUI, o Jornal do Distrito Federal

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Agnelo se dá nota 6 de presente e espera ter um 8 ou 9 em 2014


Para governador, saúde vai bem, mas ainda é o maior desafio
Hoje, nota seis. Quem sabe em 2014, ao término do mandato, algo em torno de 8, talvez nove. Esses são os números (numa escala de 1 a 10) a que o governador Agnelo Queiroz se presenteou (e espera ter de presente) neste Natal.
Em um balanço dos dois primeiros anos à frente do Palácio do Buriti, o governador afirmou que a percepção de que a saúde pública no Distrito Federal está ruim é de pessoas que não precisam do serviço. Agnelo garante que a situação na saúde é bem melhor do que quando assumiu o governo.
- Eu tenho pesquisas. Quem não vai, que tem plano de saúde, avalia como péssimo o sistema público porque não vai lá”, explicou, segundo informa o G1. “Quem vai já avalia muito melhor. E o servidor que está lá [trabalhando nas unidades públicas de saúde], ele está vendo [a melhora]. E olha que eu não consegui dar benefício nenhum para eles ainda, então [eles] ainda têm certa dificuldade comigo.”
 Para o governador, a saúde é, junto com habitação e transparência, uma das áreas que se destacou positivamente até agora. Ele afirma que mudanças importantes foram realizadas com a descentralização do atendimento em hospitais, a contratação de 7 mil servidores e a compra de equipamentos de última geração, mas reconhece que ainda há muito a ser feito – especialmente em relação a medicamentos.
“O pouco que falta [de remédio] é licitação, às vezes dá vazio, a gente tem que respeitar os prazos. É muito pela estrutura mesmo. Mas mesmo assim acho que a gente pode planejar melhor e nem isso faltar. Nós precisamos melhorar a estrutura de logística. É por isso que eu digo: tem coisas [que estamos] fazendo que são positivas, mas nós precisamos melhorar a logística de medicamento, por exemplo.”
Já as maiores dificuldades, aponta, estão na área de educação. Uma das medidas previstas para amenizar o problema é a criação de 116 creches em período integral. Atualmente, a capital do país tem pelo menos 11 mil crianças com até 5 anos fora da escola por falta de vagas. O número corresponde aos pedidos registrados no telematrícula que não foram contemplados. Paranoá, Samambaia e Plano Piloto têm os índices mais altos.
Mas, apesar de se atribuir uma nota baixa, Agnelo não descarta a possibilidade de tentar a reeleição no Distrito Feral. “Eu preciso fazer bem o mandato que a população me deu”, afirmou. “Sobre o futuro, é evidente que só a vida pode mostrar o amanhã, e a própria população.”
Segundo o chefe do Executivo local, a avaliação mediana destes dois primeiros anos se deve aos problemas encontrados quando ele assumiu o governo. Agnelo classificou o período como de “reorganização da casa”, enquanto os próximos serão de efetiva implantação das promessas eleitorais. O objetivo é terminar o mandato com nota 8 ou 9.
“[Esta foi a] fase em que você traçou as políticas, elas estão em implantação, e essas políticas, para que haja uma percepção da população de que melhorou, não é de uma hora para outra”, afirmou o governador.
Entre as promessas essenciais que ele diz que vai cumprir até o final de 2014 estão o resgate do sistema público de saúde, mudanças na área de habitação, construção de creches de tempo integral, ressocialização de crianças e adolescentes infratores e melhorias na segurança pública. Além disso, o governador afirmou que vai implantar um transporte público de qualidade e uma política efetiva de resíduos sólidos. por Redação com o G1 e www.daquijornaldf.com.br 

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