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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Começa montagem da arquibancada superior do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha




Instalação dos pré-moldados no setor mais alto da Ecoarena vai agilizar o andamento das obras
O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha iniciou mais uma etapa das obras da Ecoarena: a instalação de peças de concreto pré-moldadas que irão formar a arquibancada superior. O setor terá capacidade para 39.050 pessoas: é mais da metade do total (cerca de 70 mil lugares).

O processo de fabricação em série dos pré-moldados está sendo realizado em uma central no canteiro de obras, desde dezembro de 2011. A solução agiliza a execução da obra e não gera custos adicionais. Além disso, garante melhor acabamento das peças e, consequentemente, aumenta a vida útil do concreto.

“O pré-moldado é mais rápido porque a peça é executada em uma central de produção e é, apenas, montada no local definitivo. O risco de acidentes para os trabalhadores da obra também é menor, já que eles não precisam se expor em construções no alto”, explicou o coordenador do Comitê Organizador Brasília 2014, Sérgio Graça.

Cerca de 20 trabalhadores estão envolvidos na instalação, realizada por meio de um guindaste que suporta até 650 toneladas. A estimativa é a de que sejam colocadas de oito a 10 peças por dia.

A fabricação dos pré-moldados é feita em uma central dentro do canteiro de obras do Estádio Nacional. Desde dezembro de 2011, foram produzidas 1.083 das 1.604 peças que irão formar a arquibancada superior. Cerca de 100 operários trabalham na produção das peças.

Andamento das obras – Atualmente, a obra do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é uma das mais adiantadas do Brasil, com 56% de sua execução concluída. A arquibancada inferior está finalizada, a intermediária está 90% concluída e a superior, que é pré-moldada, está com 73% de seu material pré-fabricado na obra e já em processo de instalação (desde o dia 27 de abril).

Em abril, foram iniciadas as instalações prediais (tubulações de água, de esgoto, parte elétrica, de telefonia e de combate a incêndio) e especiais (específicas para um estádio, como telecomunicações e controle de acesso), além dos acabamentos (alvenarias, execução de piso, entre outros).

Os pilares com mais de 36 metros de altura livre e o grande anel da esplanada, com 300 metros de diâmetro, estão sendo executados para receber a cobertura metálica que protegerá os cerca de 70 mil espectadores do sol e da chuva de forma a dar conforto e segurança aos usuários durante os jogos e demais eventos que ocorrerão na arena. Cerca de 3,6 mil operários atuam no canteiro, em três turnos de trabalho.

O estádio será uma arena multiuso adequada para receber eventos e shows de grande porte, e não apenas partidas de futebol. Antes mesmo da Copa do Mundo de 2014, o estádio passará por licitação internacional para que uma empresa especializada em entretenimento o administre e potencialize o desenvolvimento econômico da capital federal, gerando emprego e renda. Além de pagar o aluguel da arena, a empresa vencedora ficará responsável por inserir Brasília em um calendário de eventos e shows nacionais e internacionais, mantendo a economia da cidade aquecida.

Obras de infraestrutura e investimentos na qualificação profissional e no desenvolvimento do turismo, com geração de emprego e renda, serão os principais legados que os grandes eventos esportivos deixarão à capital federal.

Ecoarena – O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha também caminha para ser o primeiro na história a receber o certificado máximo de sustentabilidade. O selo Leed Platinum é reconhecido internacionalmente e garante que a construção é altamente sustentável. Atualmente, nenhum estádio de futebol no mundo possui esse selo.

O conceito de arena verde começou ainda na criação do projeto do novo estádio. Na construção são usados materiais recicláveis ou reciclados. Tudo o que saiu do antigo estádio foi reaproveitado na própria obra ou doado a cooperativas de reciclagem do DF. Com a derrubada da última arquibancada, por exemplo, o entulho foi transformado em brita para ser reutilizado na concretagem do piso da arena.

Depois de pronto, o estádio terá captação de energia solar e de água da chuva. A arena será capaz de gerar 2,5 megawatts de energia, o que corresponde ao abastecimento de mil residências por dia.

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