DAQUI, o Jornal do Distrito Federal

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

GDF dá posse a 191 servidores



Profissionais vão reforçar o quadro de pessoal da Unidade de Internação do Plano Piloto e do Instituto Médico Legal
 O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, acompanhado da primeira-dama, Ilza Queiroz, empossou nesta quarta-feira 191 servidores das secretarias da Criança e de Segurança Pública. Entre os novos profissionais, 141 reforçarão o quadro da Unidade de Internação do Plano Piloto, e 50 servirão ao Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Civil.
Para Agnelo Queiroz, a falta de recursos humanos nessas áreas é resultado da ausência de investimentos em gestões anteriores, que priorizaram setores com mais visibilidade, como as obras de infraestrutura, em detrimento de áreas essenciais. “Vamos resgatar a qualidade do atendimento à população e isso inclui a recomposição dos nossos quadros de pessoal”, garantiu.
O governador ressaltou, ainda, a importância de ações que aumentem a eficiência nos órgãos. “A carência de pessoal é apenas uma das deficiências do Caje, que necessita de políticas públicas e espaços adequados. Nosso compromisso é com medidas que ressocializem esses jovens”, destacou. “No IML faltavam servidores para o atendimento em acidentes e perícias, por exemplo. Os novos profissionais vão suprir a demanda atual”, acrescentou.
A contratação para a Unidade de Internação do Plano Piloto, a UIPP, faz parte do processo de desativação do Caje. “A chegada de novos servidores representa uma vitória e a construção de um novo modelo de ressocialização no DF. Em breve, vamos virar essa página na história de Brasília”, afirmou a secretária da Criança, Rejane Pitanga, ao citar a construção das cinco novas unidades de internação, previstas para o início de 2014.
O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, também enfatizou a redução da sobrecarga de trabalho no IML e a relevância do serviço prestado pelos agentes. “A demanda crescente do Instituto estava sobrecarregando os servidores. E a função desses profissionais é de grande importância para a segurança pública”, afirmou.
Reforço bem-vindo – Os novos servidores da Secretaria da Criança darão suporte às carreiras de atendentes de reintegração social, pedagogos, psicólogos e técnicos administrativos. Segundo a subsecretária do Sistema Socioeducativo, Ludmila de Ávila, os profissionais somarão esforços no trabalho de redirecionamento dos métodos de ressocialização. “Estamos investindo em atendimento personalizado e mais próximo dos adolescentes”, explicou.
Cerca de 70 dos 141 nomeados tiveram três semanas de capacitação inicial, com ambientação, formação e visitas às unidades. A outra turma entrará em exercício em seguida, com a realização da capacitação. De acordo com o diretor da Unidade de Internação do Plano Piloto, Renato Villela, as mudanças na gestão e o investimento em pessoal contribuirão para outras ações.
Os 50 agentes de atividades complementares nas áreas de anatomia, enfermagem, laboratório e radiologia darão mais agilidade ao trabalho do IML, que teve o último concurso público em 1995. As contratações nos dois órgãos terão impacto de aproximadamente R$ 5,4 milhões na folha de pagamento, valor dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, de acordo com o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda.
Mudança possível – O evento contou com a presença do conselheiro tutelar Dilmar Oliveira, que superou os obstáculos da ressocialização após cumprir medida socioeducativa, aos 17 anos de idade. Além dos sete meses de internação na unidade do Recanto das Emas, Dilmar teve acompanhamento de assistente social, psicólogo, pedagogo, e atividades de capacitação profissional e educação física.
“Meu objetivo, hoje, é mostrar a esses jovens que existem outros caminhos”, afirmou o conselheiro, formado em Serviço Social e especialista em Direitos Humanos. O incentivo para os estudos surgiu com o bom desempenho de Dilmar na época da internação. Para ele, os socioeducandos precisam de servidores dedicados à causa: “Conseguir sair dessa situação de vulnerabilidade já é um grande passo. Os servidores precisam atuar com o coração aberto, sem a visão repressora ou preconceituosa”.

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